Indicação para repasse financeiro ao Hospital Azambuja gera divergências no legislativo

Foi realizada na noite desta terça-feira (22) mais uma sessão da Câmara de Vereadores de Guabiruba. O assunto principal foi uma indicação que solicita ao poder executivo a viabilidade de um repasse financeiro mensal ao Hospital Azambuja. Alguns vereadores não concordaram com a indicação.

O pedido foi assinado pelos legisladores, Felipe Eilert dos Santos, Haliton Kormann, Harri Westarb Neto, Jaime Nusss e Vilmar Gums.  Felipe destacou que a notícia de que o hospital passaria a atender somente urgência e emergência foi motivo da indicação. “Sabemos que isso seria uma situação extrema, mas tem um tempo que viemos defendendo essa causa, porque sabemos a realidade, os gastos são grandes, e existe a necessidade de uma ajuda financeira, então queremos que o prefeito converse com administração e que juntos cheguem a um consenso de valores para ser repassado”, frisou Felipe.

“Não estamos pedindo nada além da possibilidade financeira da prefeitura, isso que tem que saber é o prefeito, é ele que faz a gestão dos recursos e assim poderá ver uma forma de auxiliar o Hospital de Azambuja”, completou Felipe.

Com uma opinião diferente o vereador Waldemiro Dalbosco, afirmou que foi procurado, mas não assinou a indicação. Ele explicou que já foi feita uma proposta por parte da administração para o Hospital. “O repasse que é feito para a Associação Hospitalar de Guabiruba seria repassado ao Hospital de Azambuja mediante assumir o mesmo plantão que é feito aqui na Associação, a proposta foi apresentada, a princípio o hospital se interessou, mas por algum motivo não prosperou”, contou ele.

Ele frisa também que todo o atendimento que o Hospital de Azambuja faz ao cidadão guabirubense ele recebe via Sistema Único de Saúde (SUS). “Sabemos das dificuldade do SUS, está defasado, mas nenhum atendimento é feito gratuitamente, todos tem portarias e tabelas”, afirmou Waldemiro.

Sobre o fato de não assinar a indicação Waldemiro explica que não concorda essa ingerência do legislativo no executivo. “Quem quiser no legislativo fazer o papel do executivo que se candidate as eleições executivas e ai sim vai sentir na pele o quanto é dura essa interferência. O orçamento tem limites. Não sou contrário a ajudar, e sim da forma que está se querendo fazer isso”, concluiu.

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