Médicos Getúlio e Bruna de Almeida falam sobre o câncer de mama

Cumprindo mais uma vez com o seu papel de informar a Rádio Cidade trouxe na manhã desta sexta-feira (18) a participação dos médicos obstetras, Getúlio de Almeida e Bruna de Almeida, para esclarecer sobre a temática câncer de mama.

Atuando a mais de 40 anos na profissão, Getúlio, salientou que a maior batalha sobre o câncer de mama está na prevenção. “O câncer se ele é diagnosticado com antecedência ele tem uma cura de 95% então qual é a batalha, falar sobre o assunto para que as mulheres façam o exame e assim ter o diagnóstico mais breve possível para ter uma chance maior de sobrevida”, frisou ele.

Bruna explicou sobre a idade em que se deve realizar o exame. “Pelo Ministério da saúde o rastreamento ele é feito dos 50 aos 69 anos a cada dois anos com a mamografia, que é o exame principal para o rastreamento do câncer, mas na prática a gente faz a partir dos 40 anos, de ano em ano. Se a paciente tem alguma história de câncer de mama na família, tem alguns fatores de auto risco ela começa a fazer cinco ou até 10 anos antes”, afirmou ela.

No que se refere a evolução os dois são enfáticos, até o momento, a mamografia é o exame principal no diagnóstico do câncer de mama. “Tecnologicamente evoluímos muito pouco nessa área, esperamos que com o tempo se tenha uma tecnologia que seja mais eficaz que a mamografia” destacou Getúlio.

Conforme Bruna a evolução maior está no pós cirurgia. “Principalmente quando falamos naquelas cirurgias radicais, era retirado a musculatura peitoral, a mama, e utilmente isso tem acontecido menos”, disse a médica. Completando, Getúlio afirma que muitas vezes o trauma não está no câncer e sim na mutilação.

Finalizando os dois pedem que as mulheres façam o auto exame e a mamografia para que possam diagnosticar com antecedência. “Estamos no outubro rosa, mas alerto que todos os dias do ano é preciso pensar nisso, procurem seus médicos, se previnam”, concluiu Bruna.

Pai e filha

A fruta não cai longe do pé, esse é um dito popular comum, e se torna verdadeiro na história de Getúlio de Almeida e Bruna de Almeida, pai e filha, atuam na mesma profissão, são médicos obstetras.

Bruna conta que desde cedo ouvia a linguagem da medicina. “A escolha pela medicina teve bastante influência do meu pai, porque desde pequena escutava em casa ele contar histórias de parto, cesárea, então acabou tendo um peso sim, mas nada imposto, foi uma escola mesmo”, afirmou ela.

O pai orgulhoso, salienta que não pressionou a filha para que seguisse a sua carreira, mas ficou muito feliz quando soube da decisão dela. “Foi um influência indireta, pois nunca pedi para ela cursar a medicina, me admirei quando ela me disse que prestaria vestibular para essa área e agora somos colegas de trabalho”, finalizou Getúlio.

 

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