“Quando sento, a sentença já está pronta na mesa”

Em entrevista à Rádio Cidade na última semana, o ex-secretário de desenvolvimento regional, ex-vereador e candidato a prefeito nas eleições municipais de 2016 em Brusque, Jones Bosio, voltou a dizer que é vítima de perseguição do Ministério Público, setores da imprensa e do próprio Judiciário nas condenações que sofreu por fraudes em licitações. Somente este ano, foram três delas.

Ele disse que em meados de 2009 começaram a surgir denúncias referentes a situações ligadas à extinta SDR. O total delas somaram 119. Ele não era secretário e, sim, diretor geral.

“Cabe ao promotor acatar as denúncias e fazer a investigação. É o trabalho dele. Mas não me sinto bem, pois toda denúncia era acatada, acolhida e na mesa eu sentando como réu”, frisou ele, alegando que propôs ao juiz e ao promotor a quebra de sigilo bancário dele e de toda a família.

Ele alega que não era ordenador primário, ou seja, quem dava as autorizações para muitas das despesas pelo fato de ser diretor geral. Porém, as acusações recaíram apenas sobre si.

“Fui condenado agora por R$ 13 mil que repassamos ao Coral de Azambuja. Uma foi R$ 13 mil, outra R$ 15 mil e outra R$ 17 mil”, disse.

Um dos casos citados por ele é do período em que estava como diretor da Secretaria de Obras da Prefeitura de Brusque. O caos diz respeito a uma empresa que foi contratada para fazer a manutenção da Rua Joao Bauer, entre 2007 e 2008.

“Eu era a quinta roda da carroça da secretaria. Me sinto muito injustiçado”, comenta Bosio.

Bosio voltou a dizer que as denúncias são trazidas à tona sempre às vésperas de ano eleitoral, com claro objetivo de atingi-lo na disputas. Isso, em sua visão, é porque setores da sociedade não desejam um “bairrista” no poder.

“É visível que são políticas. Percebemos com nosso advogado e técnicos que são uma em cima da outra. Dá para ver que vêm prontas as denúncias, direcionadas lá da antiga SDR”, prosseguiu.

Em junho deste ano, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) obteve a condenação de um ex-servidor do Tribunal de Contas do Estado e de três ex-servidores comissionados do Município de Brusque pelo crime de peculato, por terem desviado dos cofres públicos cerca de R$ 43 mil. As penas aplicadas a cada um dos réus variam de dois a três anos de reclusão, substituídas por penas restritivas de direitos. Esse é o caso citado por Bosio dos anos de 2007 e 2008.

Mais cedo, em fevereiro, o ex-secretário e o proprietário da empresa Múltiplos, Everson Clemente, foram condenados à prisão em regime semiaberto. A decisão de condenação foi apresentada pelo juiz Edemar Leopoldo  Schlösser, que condenou também Murilo Cecconello, André Eduardo Bencz de Camargo e Eduardo Jorge.

A decisão de condenação saiu do resultado da ação que investiga fraude em licitações de nove processos apresentados pela extinta Secretaria de Desenvolvimento Regional de Brusque entre 2013 e 2014. Na época, segundo o Ministério Público, a empresa Múltiplos foi a vencedora de várias licitações.

Bosio disse que vai recorrer das condenações em esferas superiores e tem certeza de que sairá vitorioso.

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