Samae afirma estar agindo, mas falta de chuva atrapalha

Moradores dos bairros Cedro Alto, Dom Joaquim, Ribeirão do Mafra e Tomaz Coelho têm enfrentado problemas com desabastecimento de água nos últimos dias. O Serviço Autônomo Municipal de Águas e Esgoto (Samae) alega que o problema se deve à falta de chuvas na região. Para amenizar os transtornos, o órgão afirma que está adotando medidas paliativas, como a disponibilização de caminhões pipa.

A previsão é que em cerca de 60 dias seja instalada uma nova bomba nas imediações da Cristalina, no rio Itajaí Mirim, para captar água. O serviço já foi licitado. “Com a bomba vamos levar água para o Sistema de Dom Joaquim para que seja tratada e distribuída. Só que isso demanda um certo tempo, pois precisamos construir um duto pelo meio do mato em mais de um quilômetro e reforçar a energia elétrica. Essa medida vai amenizar o problema, até que tenhamos a Estação da Cristalina pronta”, explica o diretor presidente da autarquia, Dejair Machado.

De acordo com ele, cerca de dez caminhões pipa são disponibilizados por dia nas regiões afetadas. “Estamos fazendo o possível. São 150 mil litros/dia, pois cada caminhão transporta 15 mil litros. Além de um caminhão com 5 mil litros para chegar nos lugares mais altos”, detalha.

Machado explica que o desabastecimento de água ocorre em decorrência da falta de chuvas na região. “O problema é a estiagem. Não é inoperância do Samae ou outra questão. Estamos com os nossos dois microssistemas, do Ribeirão do Mafra e de Dom Joaquim, trabalhando menos de um terço por dia, pois não tem água para tratar. As nascentes começaram a secar e a região toda do bairro Cedro Alto, Dom Joaquim, Ribeirão do Mafra e Tomaz Coelho, é abastecida por esses sistemas”, enfatiza. 

O diretor presidente explica, ainda, que outras regiões do estado enfrentam racionamento de água. “Estamos acompanhando e sabemos que a Grande Florianópolis, Biguaçu, Palhoça, São José e o Meio Oeste enfrentam problemas de racionamento. Em Brusque, a região abastecida pela Estação de Tratamento Central (ETA) não apresenta problema, porque captamos água do rio e ele dificilmente vai secar. Na barragem, mantemos uma profundidade em torno de três metros, mas o nível de água nas outras regiões não chega a 50 centímetros. Se não tivesse a barragem já estaríamos com dificuldades também”, avalia. “Adotamos medidas paliativas, mas precisamos de chuva”, conclui. 

ETA Cristalina

Garantir abastecimento de água na cidade até 2050 e espaço para expansão do sistema, são os principais objetivos do projeto da nova Estação de Tratamento do Samae, a ETA Cristalina. A expectativa é que a obra seja realizada em cerca de um ano e meio após a conclusão da licitação, que está prevista até dezembro de 2019, após o término de elaboração do projeto executivo.

Quando concluída, a ETA Cristalina deve produzir 400 litros de água por segundo e resolver os problemas de abastecimento do município.

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