Vigilância Epidemiológica de Brusque reforça a necessidade de se vacinar contra o sarampo

O surto de sarampo em mais de 40 cidades brasileiras, a maioria no estado de São Paulo, fez com que o Ministério da Saúde e a Diretoria Estadual de Vigilância Epidemiológica emitissem alerta para aos pais, mães e responsáveis que vão viajar com os filhos entre seis meses a menores de um ano de idade para municípios em situação de surto ativo do sarampo no país. 

A recomendação é que todas essas crianças, nesta faixa etária, sejam vacinadas contra a doença, no período mínimo de 15 dias, antes da data prevista para a viagem. Além de proteger, a medida de segurança pretende interromper a cadeia de transmissão do vírus do sarampo no país. Atualmente, 43 cidades em três estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia) se mantém com surto ativo, ou seja, com crescimento do número de casos confirmados da doença.

A chamada “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente do planejamento de viagens para os locais com surto ativo do sarampo ou não.

Além das crianças, qualquer adulto até 29 anos deverá tomar duas doses da vacina, num intervalo de 30 dias para ficar imune ao sarampo, rubéola e caxumba. Pessoas entre 30 e 49 anos, devem se imunizar com apenas uma dose e, acima desta idade, somente se for viajar para uma área de risco. 

Segundo a enfermeira Natália Cabral de Marchi, é preciso que o morador vá na Unidade de Saúde mais próxima, levando consigo a carteira de vacinação. “Queremos reforçar esse apelo a sociedade, sobre a importância da vacinação, principalmente para as crianças entre seis e 11 meses, que terão que viajar para áreas de risco”, alerta. 

Santa Catarina registrou até o momento quatro casos importados da doença, de pessoas que estiveram recentemente em municípios que são considerados infestados. Porém, até o momento o vírus não circula por Santa Catarina.

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