Golpistas estão se passando por servidores da Receita Federal

Golpistas estão utilizando o nome da Receita Federal para tirar dinheiro de forma criminosa. Eles se passam por servidores do órgão federal, fazendo a captação das possíveis vítimas através de telefone ou aplicativos de mensagens para celular.

A informação foi confirmada pelo chefe da agência Brusque da Receita, Charleston Braz da Silva Araújo, durante entrevista ao programa Rádio Revista Cidade desta segunda-feira (12). Segundo ele, nos contatos, os golpistas enviam propostas de disponibilizar produtos apreendidos pela Receita para que essas entidades comercializem e arrecadem fundos para suas manutenções. Esse tipo de ação é realizado pela Receita Federal, porém mediante cadastro prévio dos interessados.

O golpe se dá quando a pessoa do outro lado afirma que há uma grande quantidade de produtos, mas a entidade interessada deve pagar um valor em dinheiro para que os itens sejam transportados. A Receita federal não cobra para transportar os produtos apreendidos cedidos a entidades e instituições, afirma Charleston.

“Caso a entidade venha a ser beneficiada, ela vai saber publicamente através do processo. Aí, então, ela vai buscar a mercadoria. Se for em um lugar próximo à entidade, nós mandamos um caminhão próprio, com servidor. Não existe essa história de pagar o transporte, é todo público. Somos, inclusive, auditados pelo Tribunal de Contas da União e tudo”, frisa ele.

O golpe não é recente. De acordo com o chefe da agência Brusque, há, pelo menos, seis anos existem situações verificadas.

“Temos todo o comunicado à polícia, temos fotos de um dos integrantes. Às vezes, se você conseguir enganar uma entidade e tirar delas R$ 4 ml já tá valendo (para o golpista”, destaca Charleston.

Entidades interessadas em ser beneficiadas pelos produtos apreendidos pela Receita Federal podem se inscrever para isso. Além do cadastro no site do órgão (www.receita.fazenda.gov.br) ou direto na agência da cidade. No caso de Brusque, ela está situada na Rua Rodrigues Alves, 130, no Centro.

Charleston afirma que a Receita federal não envia e-mails ou faz contatos sobre serviços do órgão por mensagens de celular ou aplicativos.,

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