Waguinho Dias, 20 anos de carreira: “O auge é agora”

Wagner Santos de Souza Dias, ou Waguinho Dias, 56 anos, o técnico do Brusque vem fazendo história. O marido da Adriana e o pai da Siany e do Renan busca o primeiro título nacional da carreira. No último domingo (04) o time avançou na competição e está na final do Campeonato Brasileiro da série D contra o Manaus, lembrando que a equipe está garantida na série C em 2020. A Rádio Cidade conversou com Waguinho que destaca o trabalho de técnico que em 2019 completa 20 anos.

A carreira de ‘professor’ termo usado na linguagem do futebol para o técnico começou no time da União Barbarense em 1999. Waguinho salienta que o mundo do futebol oscila e estar fora das quatro linhas exige muito. “Quando você joga, muito depende do que você desempenha, mas sendo técnico, eu dependo do conjunto todo, do rendimento de todos em campo, além de toda uma comissão”, frisou ele.

A decisão de morar em Santa Catarina

Atuando em times de São Paulo, Waguinho conta que em dezembro de 2015 tomou a decisão de vir morar em terras catarinenses. “Busquei sempre trabalhar perto de Sumaré, próximo da minha casa para ver meus filhos crescerem e consegui. E quando eles estavam maiores, eu decidi me arriscar e vim para Lages em Santa Catarina, e estou no Estado fazem quatro temporadas”, contou ele.

A presença da família mesmo que distante

Ao longo do tempo em que está em Santa Catarina, Waguinho afirmou que algumas adequações são feitas para que se mantenha o contato familiar. “A minha esposa, sempre vem no final de semana, meus filhos a cada dois, três meses, mas hoje com a tecnologia isso fica mais fácil, estamos em constante contato via redes sociais, as vezes eu também vou para casa, então vamos nos organizando, mas buscamos esse contato sim, essa presença”, afirmou Dias.

A família dentro do vestiário

Em diversos momentos, em variados clubes, o grupo de jogadores se define como família. De acordo com Waguinho no Brusque não é diferente. “Somos humanos, por vezes passamos do profissionalismo e criamos afetividade. Cada realidade é diferente, tem jogadores que não tem mais os pais, que a família mora longe, e é no clube que ele passa a maioria do tempo, então a gente as precisa assumir a função de pai, de psicólogo, para que aquele ser humano esteja bem e possa render o tanto quanto se espera dele”, disse o técnico.

O técnico: do vilão ao herói

Waguinho enfatizou a supervalorização associada aos treinadores. “Na nossa profissão nós somos muito valorizados tanto no fracasso quanto no sucesso, e na verdade não depende somente de nós, temos uma comissão técnica, onde os pensamentos precisam encaixar, a maneira de trabalhar, depende da infraestrutura do clube na parte da alimentação, recuperação médica, então são muitos os fatores, mas sim, o técnico é responsabilizado por tudo, mas espero que essa cultura do futebol brasileiro um dia mude”, afirmou ele.

O auge da carreira?

20 anos atuando na condição de treinador, o técnico do Brusque, afirma que a busca pelo sucesso na carreira é constante. “É a minha primeira disputa de um título nacional, então é o auge agora. Se eu conseguir ser campeão brasileiro, ir para um time maior, nunca vou menosprezar um Brusque, o Marcilio por onde eu passei”, contou ele.

Mensagem

“Não vamos perder esse momento, ele é histórico, pode até vir acontecer de novo no futuro, mas vamos viver o que acontece agora. O Brusque tem a oportunidade de ser campeão brasileiro. Convido os torcedores para fazerem parte dessa história, venham torcer, a equipe está jogando de forma empenhada, focada. E eu espero sim, cinco mil pessoas na disputa dessa primeira partida”, finalizou Waguinho.    

 

 

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