Sete personalidades recebem o título de Cidadão Honorário

Uma sessão solene realizada na noite desta quinta-feira (1º) na Câmara de Vereadores de Brusque contemplou sete personalidades com o título de “Cidadão Honorário” de Brusque. O evento serviu para reverenciar a passagem dos 159 anos de Brusque. Receberam a honraria José Cyro de Moura Gomides, Maria Aparecida Costa, Moacir Gomes Ribeiro, Marcos Eugênio Welter, Otávio Manoel Ferreira Filho, Ordemar Santos Darossi e Solis Queiroz Duarte. 

A solenidade foi presidida pelo vereador José Zancanaro, mas quem falou em nome do Legislativo foi o vereador Sebastião Alexandre de Lima, que em seu discurso falou sobre a história de Brusque desde seu nascimento até os dias atuais, ressaltando o nome daqueles que aqui chegaram e contribuíram ao longo dos anos para que o município se transformasse na potência econômica atual. 

Após discorrer sobre os homenageados, o vereador Doutor Lima disse que “por este ato solene, os representantes comunitários estão legitimando o óbvio, que é a vida social destas pessoas que adotaram Brusque. As homenagens recaem sobre figuras impolutas que há muitos anos vivem o dia a dia da cidade, integradas com todas as classes, prestando serviços e contribuindo com a prosperidade coletiva”. 

A homenageada Maria Aparecida da Costa discursou em nome de todos os agraciados e o prefeito Jonas Oscar Paegle também fez uso da tribuna para saudar os mais novos cidadãos brusquenses. O evento foi prestigiado ainda por todos os vereadores, amigos e familiares das sete personalidades que agora são Cidadãos Honorários de Brusque. 

Os homenageados

Moacir Gomes Ribeiro - Coronel da Polícia Militar de Santa Catarina, o Comandante Gomes, como é conhecido, está à frente da 7ª Região de Polícia Militar, em Blumenau, que abrange 44 municípios, incluindo Brusque, onde reside e comandou, entre 2014 e 2018, o 18º Batalhão de Polícia Militar, até ser transferido para Lages. Nascido em Florianópolis, em 17 de maio de 1968, é casado com Luciene Mara do Nascimento Ribeiro e é pai de Lia Mara e Iller. Além das atividades que exerce como oficial, o Comandante Gomes também é professor de Ciência Política e Teoria Geral do Estado na faculdade de Direito da Unifebe. Ele chegou a Brusque em 1993, como 2º Tenente da PM. Sob seu comando, a corporação implantou projetos de reconhecido interesse social, como a Transitolândia (Escola de Trânsito), em parceria com a Guarda de Trânsito do município; o Conselho de Segurança do Centro (Conseg-Centro) - que atualmente realiza a sexta edição de um concurso de desenho e redação nas escolas; a ativação da Rede de Vizinhos; a criação da Corrida do Batalhão, entre outros. Os baixos índices de criminalidade registrados em Brusque foram destaque na imprensa nacional à época que o Comandante Gomes se despedia do 18º BPM - feito que, para ele, deve-se ao incansável trabalho dos policiais militares e o apoio da sociedade civil.

Otávio Manoel Ferreira Filho - Tenente Coronel da Polícia Militar de Santa Catarina e Comandante do 18º Batalhão de Polícia Militar, sediado em Brusque, Ferreira Filho é natural de Florianópolis, onde nasceu no dia 5 de dezembro de 1970. O oficial reside em Brusque desde junho de 2004, ano em que ocupava o posto de 2º Tenente na corporação. Foi ele o responsável por trazer ao estado o Programa de Resistência às Drogas (Proerd), desenvolvido com êxito pela PM junto a crianças e adolescentes. Além das ações preventivas ao uso de entorpecentes por meio do Proerd, a segurança no trânsito também tem sido prioridade para Ferreira Filho desde que chegou ao município. Com a adoção de ações diversas, como palestras em escolas e empresas, blitz nas ruas e a operação “Lei Seca: Se Beber, Não Dirija”, o policial viu o número de mortes no trânsito cair pela metade num período em que a população municipal praticamente dobrou. Em 2005, ele passou a morar no Loteamento Planalto, no bairro Limoeiro, onde intervém sempre que necessário em prol da segurança daquela comunidade. Sob o comando de Ferreira Filho, o 18º BPM tem contribuído para a progressiva redução dos índices de criminalidade no município, condição que posiciona Brusque como a mais segura para se viver entre as cidades com mais de 100 mil habitantes.

Marcos Eugênio Welter - Empossado em 2019 como o primeiro diretor presidente da Associação Instituto Bom Samaritano, Welter reside em Brusque desde 1969, quando, então funcionário do Banco do Brasil, foi transferido de Caçador. Natural de Joinville, nasceu no dia 6 de agosto de 1946 e, em 1971, casou-se com Vaine Terezinha Rigo. É pai de Marlon, Maicon e Rodrigo. Tornou-se preparador físico e psicológico dos filhos e seu esforço rendeu aos garotos 11 títulos de campeões brasileiros de bicicross e outros, como campeões pan-americanos, sul-americanos, campeão e vice-campeão mundial. Welter foi um dos precursores da Associação Brusquense de Bicicross, entidade que presidiu de 1987 a 1996. Em período concomitante, exerceu o cargo de presidente da Associação Catarinense de Bicicross, de 1990 a 1996. Como delegado da Confederação Brasileira de Bicicross, representou o Brasil em eventos na Europa, América do Sul e América do Norte. Em 1993, presidiu em Brusque a “Ação da cidadania contra a fome e a miséria e pela vida”, que visava identificar e solucionar problemas nos bairros, encaminhando demandas ao poder público. Em 1995, foi condecorado em São Paulo (SP) com o título de “Comendador do Mérito Cívico e Cultural”. Em Brusque, registra também contribuições à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), a Associação de Moradores do Bairro São Luiz e o Grupo Amigo de Canto Alemão, do qual é integrante. Com artigos diversos publicados pela imprensa, Welter é presidente da Academia de Letras do Brasil - Seccional de Brusque, desde 2017. Na ALB/Brusque, ocupa a cadeira de no 2, sendo ainda membro do Conselho Superior Internacional da Academia de Letras do Brasil. Ele também é membro do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz, doutor em Filosofia Univérsica e Patrono Nacional dos Elos Literários. Em 2019, indicou a Irmã Emília Welter ao Prêmio Nobel da Paz. A previsão é de que a seleção seja divulgada em outubro.

Maria Aparecida Costa - A história da professora Maria Aparecida com Brusque está intrinsecamente ligada à educação. Vinda de Nova Trento, onde nasceu em 8 de maio de 1948, ela chegou ao município em 1964, aos 15 anos, para cursar o Magistério. Orfã do pai - Marçal Valle - havia quatro anos, desde cedo foi acostumada a auxiliar a mãe, Alzira Maria Busnardo Valle, e a numerosa família, nas tarefas e finanças da casa. Em Brusque, não foi diferente. Para bancar os estudos, ela procurou emprego na Fábrica de Tecidos Büettner, onde trabalhou durante todo o período em que cursava o Magistério. Já formada, iniciou a carreira de professora na rede pública de ensino estadual, lecionando na Escola Multisseriada Ourinhos, em Vidal Ramos. Meses depois, pediu remoção para o Instituto Santa Inês, em Brusque, passando adiante para a Escola Multisseriada Azambuja, onde atuou por mais de 24 anos, até se aposentar, em 1992. Do matrimônio com Oci José Costa, teve uma filha, Adriana, também formada no Magistério, e que lhe deu três netas - todas seguiram a profissão da avó. Para Maria Aparecida, este é um sinal de que as três gerações compartilham do mesmo sentimento, que transcende o tempo: o amor pela educação.

Solis Queiroz Duarte - Natural de Santana do Livramento, no estado do Rio Grande do Sul, Solis nasceu em 28 de outubro de 1960, filho de Athanagildo Duarte e de Gonçalina Queiroz Duarte. Iniciou a vida profissional aos 14 anos, como aprendiz em uma cooperativa rural. Mas seria nos campos de futebol que ele alcançaria o sucesso e chegaria a Brusque: em 1992, o capitão do time que deu ao Brusque Futebol Clube o primeiro e único título de campeão catarinense escolheu o município para viver e criar seus dois filhos, à época com dois e sete anos. O esporte entrou cedo em sua vida. Ainda garoto, participava de torneios de futebol em Santana do Livramento. Aos 18 anos, servindo no Exército, foi convidado a fazer parte da categoria de base do Amour Futebol Clube, da sua cidade natal. Com o término do serviço militar, em 1977, passou a ser zagueiro do time profissional do Amour FC, campeão da segunda divisão do campeonato gaúcho de 1980. O desempenho de Solis nos gramados lhe rendeu um contrato com o Novo Hamburgo FC, também do Rio Grande do Sul, em 1981, e, no ano seguinte, ele ingressaria no clube Botafogo, do Rio de Janeiro (RJ), para uma temporada. O atleta retornou ao Novo Hamburgo FC em 1983. Nessa época, já estava casado há cerca de um ano com Vera Lúcia Alves Corrêa Duarte. Dessa união, nasceu, em 1984, o primeiro filho do casal, Wesley. Em 1986, campeão estadual pelo Criciúma Esporte Clube, de Santa Catarina, Solis disputou a série B do campeonato brasileiro pelo mesmo time. Retornou a Novo Hamburgo em 1990 e foi pai pela segunda vez, agora de uma menina, Wellen. Dois anos depois, o Brusque FC o traria novamente a terras catarinenses. Em 1994, foi campeão catarinense pelo Figueirense e, em 1997, com a camisa do Bruscão, levou o título da segunda divisão do estadual. Desde 2000, quando encerrou a carreira, trabalha junto a categorias de base. Passou pelo Brusque FC, o Paysandu e, atualmente, está no Santos Dumont e no Bandeirante.

Ordemar Santos Darossi - O barbeiro que ostenta o maior tempo de serviço em Brusque - trabalho este que vem desempenhando, ininterruptamente, há 64 anos - nasceu em São João Batista, no dia 24 de março de 1937. Conta que chegou a Brusque em 2 de janeiro de 1955, para trabalhar na barbearia de Alfredo Modesti. Pretendia ficar apenas três meses no município, mas as amizades construídas neste curto período o fizeram criar raízes com a terra e a sociedade brusquense. Casado há 57 anos com Norma Bodenmüller Darossi, teve com a esposa dois filhos, Fabrício, que vive na Itália, e Fabiano, já falecido. Darossi diz que tem “Brusque no coração”. Suas contribuições à cidade já foram reconhecidas em outro momento pela Câmara de Vereadores, quando, em setembro de 2015, o veterano barbeiro foi homenageado com a Comenda do Mérito Profissional, em alusão, à época, aos seus 60 anos de atividades profissionais. “Agradeço, porque, acima de tudo, ele é um pai incrível, que soube educar, passar a importância do respeito, da humildade, da felicidade nas pequenas coisas. Que, independente dos problemas, sempre chegava com um sorriso em casa e uma novidade para contar. Ele soube transformar momentos difíceis em aprendizado”, escreveu via e-mail, naquela oportunidade, o filho Fabrício. Ao se manifestar na tribuna, Darossi se declarou surpreso com a homenagem: “Quero agradecer à minha família, aos meus vizinhos e colegas de serviço, a toda minha clientela e especialmente a Brusque, onde constituí minha família”.

José Cyro de Moura Gomides - Natural de Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro, o Doutor Cyro, como é conhecido pelos brusquenses, nasceu em 23 de abril de 1964. Mudou-se para Brusque em 1995, a convite do médico pneumologista Márcio Andrade Martins, ingressando no corpo clínico do Hospital Arquidiocesano Cônsul Carlos Renaux - Hospital Azambuja. No mesmo ano, passou a integrar também a Unimed Brusque. Até 2003, trabalhou como plantonista no pronto-socorro e na Unidade de Tratamento Intensivo do Azambuja. Atualmente, o especialista em Gastroenterologia pela Fundação Carlos Chagas e Endoscopia Digestiva, pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ), atende no Espaço de Saúde Salutar, no bairro Jardim Maluche. Ele é membro titular da Federação Brasileira de Gastroentereologia, atual vice-presidente da Sociedade Catarinense de Gastroenterologia e membro internacional da Associação Americana de Gastroentereologia. Formado pela Escola de Ciências Médicas de Volta Redonda, em 1989, Dr. Cyro também se especializou em Clínica Médica pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Ao longo de cinco anos (1990-1994), atuou no Hospital Santa Margarida, em Volta Redonda, e no Hospital de Guarnição da Vila Militar no Rio de Janeiro, tendo sido o Primeiro Tenente Médico da referida instituição. O filho de Sílvia de Moura Gomides e José Ramos Gomides, já falecido, tem uma irmã, Maria Sílvia Gomides Lopes. É casado com Tamara Gevaerd Gomides, com quem tem dois filhos, Mateus, de 16 anos, e Lucas, com 13, estudantes do Colégio São Luiz. 

    

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