Rapaz de 17 anos morre vítima da meningite em Brusque

O jovem Vítor Manoel da Costa Barbosa, 17, morreu por volta das 21h20 desta terça-feira (30), no Hospital de Azambuja e segundo consta na Declaração de Óbito, a causa da morte foi choque séptico em consequência da meningite meningocócica. Ele morava no bairro Steffen, em Brusque e seu corpo está sendo velado na capela mortuária do cemitério Parque da Saudade, com sepultamento previsto para às 15h desta quarta-feira (31), no Cemitério da Saudade.

O jornalismo da Rádio Cidade teve acesso ao documento que aponta a causa da morte e entrou em contato com o secretário municipal de Saúde, Humberto Fornari, mas seu telefone celular está desligado ou fora de alcance. A Comunicação Social da Prefeitura informou que a confirmação oficial será feita ainda na parte da manhã desta quarta-feira, ou no início da tarde. 

Diante dos recentes casos de meningite que foram notificados no estado, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina, vinculada à Superintendência de Vigilância em Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde Santa Catarina esclarece que o estado não vive um surto de meningite.

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos, entre outros agentes infecciosos. As meningites mais comuns são as virais e as bacterianas.

As virais são menos agressivas e os principais sintomas são parecidos com os de viroses como: febre, diarreia, dor de cabeça, náusea, vômito, além de rigidez na nuca. Os pacientes acometidos por meningites virais costumam se curar sem sequelas.

Já as bacterianas são extremamente graves e, se não forem tratadas rapidamente, podem deixar sequelas e até levar à morte. Várias bactérias podem provocar meningite. Um dos tipos mais graves é a causada pela bactéria chamada Neisseria meningitidis (meningococo). Esta bactéria é transmitida por meio das vias respiratórias, no contato com secreções, gotículas do nariz e da garganta expelidas pela fala, tosse e espirro.

Na população, encontramos um grande número de pessoas que tem o causador deste tipo de meningite na garganta, mesmo sem ficar doente ou apresentar sintomas. Essas pessoas são chamadas de “portadores sãos” e transmitem a bactéria para outras pessoas pelo contato próximo (moradores da mesma casa, pessoas que compartilham o quarto ou que ficam diretamente expostas às secreções) e essas pessoas podem acabar desenvolvendo a doença.

Quando a vigilância epidemiológica detecta um caso suspeito ou confirmado da doença meningocócica, é feita a quimioprofilaxia - administração de antibiótico capaz de prevenir a infecção, evitando assim a transmissão para mais pessoas -, em todos os contatos próximos do paciente para evitar novos casos. Essa bactéria possui diversos sorogrupos. Em Santa Catarina, os sorogrupos circulantes são o B, C ,Y e W.

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