“Alguns ficaram na casa, estavam tomando cafezinho do lado”

O Regimento Interno da Câmara Municipal, documento que define as regras e obrigações dos vereadores, permite que o legislador faça apenas uma votação na sessão e vá embora sem ter prejuízo no salário. A informação foi confirmada pelo próprio presidente da Câmara de Brusque, José Zancanaro (PSB), durante entrevista à Rádio Cidade na última semana. Foi uma resposta à reportagem publicada pela emissora na semana anterior, quando cinco vereadores não estavam presentes no momento de duas votações. O fato foi registrado pela equipe da Cidade na sessão do dia 21 de maio.

Segundo disse Zancanaro em entrevista ao jornalista Dirlei Silva e ao radialista Francisco Carlos, quatro dos vereadores - Ana Boos (PP), Alessandro Simas (PSD), Paulinho Sestrem (Patriotas) e André Rezini (PPS) - saíram para não votar a moção de desagravo do colega Gerson Luiz Morelli (PSB), o Keka, destinada ao presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), pelo contingenciamento de recursos na educação.

“Alguns ficaram na casa, estavam tomando cafezinho do lado. Outros, talvez, tinha compromisso e saíram”, alegou Zancanaro.

Na conversa, o jornalista Dirlei Silva disse que o que estava claro é que os vereadores saíram para não votar algo que os colocaria em sai ajusta com alguns setores, como professores e profissionais de educação, bem como a políticos ligados ao grupo do presidente. Sobre o caso, as votações tratavam de uma moção de autoria do vereador Gerson Luiz Morelli (PSB), o Keka, e um requerimento de audiência pública da Comissão de Constituição, Legislação e Redação. Keka solicitava que a Câmara enviasse moção de desagravo ao presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre as medidas de contingenciamento de recursos na educação.

Já o da audiência pública tratava da discussão de dois projetos de leis complementares, relacionados ao Código de Zoneamento e Uso do Solo do Município de Brusque e Institui o Código de Obras e Edificações. No primeiro, apenas nove vereadores estavam no plenário: José Zancanaro (PSB), Gerson Luiz Morelli (PSB), Jean Pirola (PP), Marcos Decihmann (Patri), Sebastião Lima (PSDB), Leonardo Schmitz (DEM), Ivan Martins (PSD), Claudemir Duarte (PT) e Cleiton Bittelbrunn (Patri), que estava fora e chegou no limite de tempo de apertar o botão na votação.

Os outros seis não estavam na sessão. São eles: Alessandro Simas (PSD), Ana Helena Boos (PP), André Rezini (PPS), Celso Carlos Emydio da Silva (DEM), Paulinho Sestrem (Patri) e Joaquim Costa, o Manico (MDB). Já na segunda votação, Sestrem retornou ao plenário.

Dos ausentes na votação anterior, Simas, Ana, Manico, Celso, André, mais Lima, que estava presente, não se encontravam no plenário.

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