Moção contra medida de Bolsonaro atiça os ânimos

Uma moção do vereador Gerson Luiz Morelli (PSB), o Keka, contra a medida do governo federal sobre cortes na educação deu o que falar na sessão desta terça-feira (21). Ele propôs que a Câmara enviasse um documento de repúdio a Jair Bolsonaro (PSL) se manifestando contra a atitude.

Para ele, trata-se de corte, sim, pois vai prejudicar setores do ensino superior como as pesquisas. Em Santa Catarina houve muitas manifestações contra a medida, sem que tivessem cunho político partidário, dise ele.

"Estou preocupado com isso. Talvez um dia quando os senhores tiverem seus filhos na universidade vão se preocupar. Ou vão pagar uma particular", disse na tribuna.

Foi uma resposta à manifestação do vereador Jean Pirola (PP), que se colocou contrário à moção. O vereador do PP pediu voto em separado, alegando que não podia concordar com boa parte do que vem sendo propagado em relação à medida do governo. E criticou os manifestos.

"O que vi lá foram bandeirinhas vermelhas, da CUT, Lula Livre", disse ele na tribuna.

Marcos Deichmann (Patri) também se manifestou contra. Ele disse que cortes foram feitos nos governos petistas e não houve manifestações nas ruas.

"Tiveram 15, 16 anos e não fizeram. Deixa o homem trabalhar", pontuou.

Ivan Martins (PSD) citou que há uma diferença entre corte e contingenciamento. O problema, na visão dele, existe porque o governo está tendo que se adequar ao orçamento do governo anterior.

Claudemir Duarte (PT) se manifestou a favor da moção. Disse que Marcos Deichmann estava focando na questão político partidária ao jogar a responsabilidade sobre o Partido dos Trabalhadores.

"Esse negócio de ficar gritando 'é PT, é PT'. Ah, vá para o inferno!", esbravejou na tribuna, dizendo que Bolsonaro não precisa porque os filhos são tudo bandido.

Sebastião Lima (PSDB) disse que iria votar contra por entender que se trata de um contingenciamento e isso é necessário diante da situação que as contas do governo se encontram.

"Eu entendi a diferença entre corte e contingenciamento. Existe uma certa inversãondo volume de pessoas que vão nas universidades para estudar", disse.

A moção foi rejeitada por 6 votos contra e 2 a favor.

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