Mãe e bombeira comunitária, uma vida de amor e dedicação

O exemplo de dois irmãos que eram bombeiros militares motivou Cinthia de Borba Cardoso, 43 anos, a tentar seguir a carreira, mas a estatura baixa para os padrões exigidos não permitiram a realização do sonho, mas não a impediu de ingressar no Corpo de Bombeiros, a princípio como bombeira comunitária e, posteriormente, como agente da Defesa Civil.

Há 15 anos ela se dedica a auxiliar os bombeiros militares, mesmo com a incumbência de ser mãe de um casal de filhos, Hendrick e Hendrielly, com 23 e 16 anos respectivamente. Cinthia sempre buscou conciliar o trabalho com o papel de mãe, usando a experiência de uma atividade para alavancar a outra.

Hoje ela está afastadas das ruas e trabalhando internamente, no quartel de Guabiruba, pois está grávida de 26 semanas, esperando o terceiro filho, Vítor Hugo, para a segunda quinzena de agosto. Cinthia conta que é gratificante atuar no Corpo de Bombeiros, por poder ajudar as pessoas. Ela prefere atuar no atendimento pré-hospitalar, mas já teve que auxiliar no combate à incêndios.

Cinthia falou aa Rádio Cidade e relatou dois momentos que foram marcantes em sua atividade. O primeiro deles, há cerca de cinco anos, quando sua guarnição foi deslocada à rua São Pedro para socorrer uma criança, com quatro anos de idade, na época, que saiu do quintal para pegar uma bola e foi atropelada por uma motocicleta.

Com múltiplas fraturas e hemorragia, ela lembra que a criança foi transportada para o Hospital de Azambuja e ela, num misto de socorrista e mãe, conversava com a criança que abria os olhos, respirando com dificuldade. Ela conta que sentiu a dor de uma mãe ao ver a situação e ficou muito emocionada, mas resistiu e não chorou. “A criança abria os olhos e olhava para mim”, disse a socorrista, como se revivesse aquele momento trágico.

O segundo momento marcante é lembrado com alegria. Ela disse que estavam transportando uma mulher em trabalho de parto, seguindo para o Hospital Azambuja, quando a criança decidiu não esperar e a guarnição precisou fazer o parto dentro do veículo mesmo. Ela conta que foi emocionante e mais uma vez misturou os sentimentos e aflorou a emoção de ser mãe.

Atualmente Cinthia é funcionária pública municipal em Guabiruba, atuando como agente da Defesa Civil há oito anos. Ela disse que não se arrepende de ter optado por ser bombeira comunitária, pois lhe motiva muito ajudar a comunidade e ajudar as pessoas.      

 
Dê sua opinião, antes leia os Termos de Uso
Dúvidas ou Sugestões