"A grande maioria está ali porque não quer limite"

A Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação da Prefeitura de Brusque apresentou esta tarde um relatório de atendimento e ações desenvolvidos em torno dos moradores de rua. A conversa com profissionais da imprensa contou com a participação da Polícia Militar, através do comandante do 18º BPM, tenente-coronel Otávio Manoel Ferreira Filho.

De acordo com números apresentados pelo secretário Deivis da Silva, a pasta gastou com apoio a pessoas em situação e rua R$ 1,617 milhão nos últimos doze meses. O montante diz respeito a passagens custeadas a pessoas que chegaram a Brusque oriundas de outros municípios e estados, bem como alimentação, servidores que trabalharem nesse atendimento, campanhas educativas e construção de albergue.

O comandante da PM disse que é preciso endurecer o trato com os moradores de rua e não trata-los como vítimas da sociedade. Isso porque, na visão do policial, a vitimização não ajuda em nada a estes deixaram as vias públicas em busca de melhorar suas situações de vida.

“A grande maioria está ali porque não quer limite. Quer estar no mundo do crime, no mundo das drogas e não querem estar cumprindo regras”, pontuou ele.

Otávio disse que está em vigor uma lei que trata da contravenção da vadiagem e que pode ser aplicada, fazendo com que a polícia possa agir para remover das ruas quem está ocupando elas sem nenhum atividade e utilidade. Porém, ainda de acordo com o policial, a PM só vai agir se tiver respaldo de órgãos como o ministério Público e o próprio Judiciário.

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