Fotógrafa e filha são ouvidas na DPCAMI sobre as agressões

A fotógrafa Doli Tomiozzo e sua filha Larissa, de 19 anos, estiveram na Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCAMI) na tarde desta segunda-feira (11) onde foram ouvidas por quase três horas pela delegada Flávia Gonçalves Cordeiro, titular da especializada. Elas foram acompanhadas do advogado André Nivaldo da Cunha, contratado para acompanhar o caso envolvendo como principal autor, um homem de 19 anos de idade.

As duas vítimas das agressões foram à delegacia acompanhada do esposo e pai das envolvidas, que estava revoltado com a situação. A jovem estava andando amparada por muleta e com uma proteção no joelho direito, onde foi atingida pelos golpes do agressor. As marcas das agressões ainda estão visíveis no corpo de Larissa, que deve passar por exame de corpo de delito, mas já há uma indicação de que ela rompeu os ligamentos do joelho.

Segundo o advogado André Cunha, as vítimas foram ouvidas na DPCAMI e disse que foram apresentadas provas das agressões gravadas e também colhidos os depoimentos. Ele disse que existem algumas testemunhas que possivelmente serão chamadas para depor no decorrer do inquérito. O advogado confirmou que até quarta-feira (13) deve entregar o resultado de uma ressonância da jovem agredida e passar por exame de corpo de delito no IGP (Instituto Geral de Perícias).

O advogado disse que um fato que chamou a atenção das vítimas foi a descoberta de que os genitores do agressor compareceram à delegacia de Polícia no domingo (10), um dia após as agressões, e relataram que ele foi vítima da fotógrafa e que ela teria iniciado as agressões, sem constar em nenhum momento a conduta adotada pelo filho. Ou seja, como a vítima foi no sábado (9) registrar o BO e o plantão estava com vários casos de flagrante em andamento, foi solicitado que retornasse na segunda-feira, o que aconteceu por volta das 9h de ontem.

O doutor André relatou que as vítimas ainda temem novas agressões por parte dele e que principalmente a mãe se emocionou em vários momentos durante o depoimento. As duas citaram que nunca passaram por uma situação semelhante e que ainda estão com estado psicológico muito abalado, em razão da agressão que foi uma perseguição que durou por cerca de 30 minutos, com agressões verbais, xingamentos e agressões físicas.

O advogado confirmou que as vítimas vão buscar a justiça e que o desejo não é responsabilizar nenhuma academia ou os pais do agressor, mas sim apurar os fatos e que se comprovar algum crime, que o agressor seja responsabilizado. O representante da fotógrafa disse que, a princípio, o processo deve ser conduzido na área criminal e até o momento não foi cogitado nenhum outro processo na área cível para reparação de danos.

O advogado disse que sua expectativa é de que as autoridades policiais dêem uma atenção especial que o caso merece. “Nós passamos recentemente pelo Dia Internacional da Mulher e no dia seguinte nós tivemos duas vítimas de agressões e o que a gente espera é que este caso não caia no esquecimento e que, como ficou comprovado através do vídeo e o que foi colocado aqui na delegacia, que ele realmente pague pelo que fez”, disse o advogado André Nivaldo da Cunha.

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