Plantão estendido precisa de rigor nos critérios, diz vereador

A polêmica do horário estendido nas creches municipais de Brusque continua. Na sessão desta terça-feira (19) da Câmara Municipal, o vereador Marcos Deichmann (Patriotas) levantou o assunto. Para ele, a decisão da Secretaria da Educação de voltar atrás no fim do plantão além do horário normal foi um retrocesso e tem beneficiado aqueles que não necessitam do auxílio.
 
Segundo ele, há que se ter bom senso em  algumas situações, mas outras precisam ser observadas com mais rigor. Ele citou casos de pessoas que deixam os filhos em expediente estendido para realizar afazeres que não são a atividade de trabalho.

“Questão de bom senso existem, mas capricho não”, frisou Deichmann, em referência a um caso que disse ter conhecimento de mãe que estava fazendo compras e deixou a criança além do horário normal na creche.

Jean Pirola (PP) disse que há salas de aulas com 15 crianças e estas nunca precisaram passar do horário. No entanto, após a medida da Prefeitura de voltar atrás no caso, muitas passaram a ficar.

Paulinho Sestrem (PRP) disse que Brusque possui situação diferente em relação a outros municípios. Defendeu posicionamento de Pirola, de que se faça um levantamento sobre quem precisa de fato para prosseguir com o serviço.

O líder do governo, Alessandro Simas (PSD), defendeu que a comprovação da necessidade da vaga e do horário estendido exija documentos a mais. Um deles seria a folha de pagamento que ateste que os responsáveis pela criança realmente trabalham.

A polêmica

Em novembro do ano passado, a Secretaria da Educação anunciou que não mais ofertaria o plantão estendido nas unidades infantis a partir de 2019. A medida, segundo a pasta, visava adequar a realidade do município ao que determina a legislação federal, de que o período máximo para que uma criança fique na escola seja de dez horas.

No final de janeiro, um grupo de mães se reuniu com vereadores na Câmara Municipal para discutir o assunto. Elas buscavam pressionar a Prefeitura a rever a decisão. Inclusive, o próprio prefeito Jonas Paegle foi, literalmente, cercado por um grupo delas na data de reinício das atividades do Legislativo, quando lá esteve. 

Na mesma semana, a Prefeitura anunciou o recuo. Com isso, oito unidades estão mantendo o serviço.

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