Vereadores tentam ′apagar′ fato de terem feito parte do governo petista

Ninguém que estar colado à imagem do Partido dos Trabalhadores (PT) ou ser lembrado que fez parte do governo petista em algum momento. Pelo menos na Câmara Municipal de Brusque. Dos atuais 15 vereadores, seis ocuparam cargos na gestão do ex-prefeito Paulo Eccel (PT) ou fizeram parte da base aliada na Câmara. Nenhum deles, à exceção de Claudemir Duarte, o Tuta, que é do PT, quer estar vinculado ao governo petista.

A situação foi motivo de troca de farpas entre membros da oposição e do governo, algo que está ficando cada vez mais latente na Câmara Municipal de Brusque. Na sessão desta terça-feira (12), isso voltou a ficar evidente. Assim como o distanciamento de pares que ocupam as mesmas legendas, mas encontram-se em lados opostos na formação das bancadas.

É o caso de Cleiton Bittelbrunn e Paulinho Sestrem, ambos do PRP e que ocuparam, juntos, cargos na gestão petista. Enquanto o primeiro venceu a eleição para corregedor nesta terça-feira com ampla vantagem sobre os dois outros postulantes, Ana Boos (PP) e Marcos Deichmann (Patriotas), com todos os votos dos vereadores da base do governo, o segundo centrou a metralhadora de críticas ao Executivo, recebendo, da mesma forma, contraataque dos governistas.

A reação dos governistas se deu quando Sestrem foi à tribuna para tentar rebater as colocações que vem, segundo ele, tentando colar sua imagem à do ex-prefeito Paulo Eccel (PT). Ele disse que ocupou, sim, cargo no governo petista, por indicação do Partido Progressista (PP), e não perdeu chance de dizer que outros vereadores ali presentes também fizeram parte do mesmo governo.

“O próprio líder do governo atual, Alessandro Simas. O próprio Pirola esteve na base do governo, depois saiu por suas razões. A Fabiana, que é nossa assessora jurídica, também esteve com cargo. O vereador Cleiton era coordenador da Fundema. O vereador Manico era diretor de Obras”, frisou ele.

O primeiro a reagir às colocações foi Jean Pirola. O vereador disse que nunca fez parte do governo e não tinha cargo no Executivo. Afirmou que saiu da base aliada após três meses, devido ao que chamou de arrogância do ex-prefeito. E negou que Sestrem tivesse sido indicado pelo PP.

“O PP nunca indicou o Paulinho para o cargo de secretário. Ele era da cota do vice-prefeito na época, o Farinha”.

Simas também subiu o tom na direção o vereador do PRP.

“O vereador Paulinho pode até não ser PT, mas, pelo jeito, gosta dessa turma. Porque acabou de apresentar um projeto de lei para proibir o uso de fogos de artifício na cidade de Brusque. O que acho que é meio direcionado. Estão soltando foguetes só quando o Lula está preso e, então, ele quer proibir”, disse na tribuna.

Outro que também fez parte da base aliada ao governo Eccel foi André Rezini (PPS). O pai dele, Danilo Rezini, foi secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda.

Sessão de adiamentos

A sessão desta terça-feira (12) da Câmara Municipal de Brusque foi marcada pelos fatos inéditos. Além da eleição disputada para o cargo de corregedor do Legislativo, que teve três candidatos inscritos, chamou atenção a quantidade de projetos que tiveram as votações adiadas ou sequer entraram na pauta por conta do tempo hábil da sessão para serem votados.

Foram adiados com pedidos de vistas duas propostas, a que determina a instalação de fraldários em espaços públicos e outro que obriga o Samae a avisar antecipadamente o cidadão sobre corte de água. Ambos os projetos já tramitam na casa desde o ano passado e tiveram votações adiadas em outras ocasiões.

O Legislativo não chegou a votar outras propostas que estavam na pauta para primeira análise, devido ao tempo expirado da sessão. Um deles é o que determina que a Secretaria de Obras divulgue, também de forma antecipada, o cronograma de ações e serviços a serem realizados.

Além deste, também não foram votados a proposta de lei que determina a utilização de canudos biodegradáveis em estabelecimentos, como bares, lanchonetes e outros do comércio brusquense, além do que determina que o número de telefone da Guarda de Trânsito (GTB) seja afixado em espaços que são vagas de estacionamentos de portadores de necessidades especiais ou idosos.

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