"As medidas emergenciais estão sendo feitas", diz presidente do Samae

O diretor-presidente do Samae Brusque, Dejair Machado, foi o entrevistado desta quinta-feira (17) do programa Rádio Revista Cidade. O assunto foi a falta de água e os problemas com abastecimentos nas áreas próximas ao Centro por conta dos danos em duas bombas de captação na segunda-feira (14).

Segundo Machado, ambos os equipamentos já estão consertados e a falta do líquido que chegou a ser sentida nestas áreas está sendo reestabelecida. Os reservatórios de água nas regiões dos bairros Nova Brasília, Jardim Maluche, São Luiz, Souza Cruz e Centro já estão com a capacidade de armazenamento retomada.

“Estão completamente cheios. Esses reservatórios é que distribuem para as áreas mais elevadas (nestas regiões). A área mais abaixo destas, praticamente não sentiu a falta de água”, pontua ele.

A pane no sistema de captação foi causada pelo excesso de chuva e lama durante temporal na noite de segunda-feira. O nível do Rio Itajaí Mirim se elevou rapidamente e as bombas começaram a puxar muita areia, o que causou o problema em ambas.

Ele afirma que a população não atendeu ao pedido feito pelo órgão para economizar água nesse período.

“A população, acho que entendeu, grande parte dela, errado. Ao invés de economizar, resolveu reservar. Aquele pessoas que tinha água começou a  encher tanque, balde e tudo que é vasilhame. Houve uma certa precipitação”, frisou, alegando que a previsão de retorno do abastecimento era de dois dias e tudo foi resolvido em um dia e meio.

Problemas antigos e novas estações

Machado voltou a lembrar sobre a construção de novas estações de captação. Como a da Cristalina, que já está com projeto sendo elaborado. Isso levará até, pelo menos, agosto, que é a promessa do consórcio de engenharia vencedor da licitação para elaborar o documento. Após isso, cerca de um ano é o prazo para que a maior parte da obra esteja concluída e possa começar o abastecimento das regiões naquela área da cidade.

“Nenhuma empresa aceitou participar da licitação com prazo mínimo de um ano para construir o projeto. Não é só o projeto. É a rede de distribuição, as desapropriações, licenças ambientais. Isso tudo está envolvido. Não é só chegar lá, construir, ligar uma mangueira e sair distribuindo. É um projeto completo”, disse ele.

Descontos nas faturas de água

Outra situação mencionada por ele é quanto às pessoas que ficaram ou ficam sem água por vários dias. Tem circulado dúvidas sobre o ressarcimento ou não do Samae nas faturas daqueles que se encontram nesta situação. O diretor-presidente do Samae disse que a população só paga pelo que consome. Se não tem água, não tem com haver cobrança.

Além disso, existe a taxa de serviços, que é o valor mínimo a ser pago pelo cidadão, independente de ele consumir a água ou não. O valor serve para manter os serviços prestados pela autarquia. A taxa fica na casa dos R$ 27 mensais. Quem usar até 10 mil litros de água no mês paga esse valor. Acima disso é que há cobrança de valor maior.

Machado afirma que o problema da falta de água ainda vai perdurar, pois não há como resolvê-lo em pouco tempo.

“Não adianta colocar esperança nas pessoas. Vamos ter que sofrer com esse problema. Não é culpa de administrações anteriores. Foi feito reservatório de oito milhões de litros que esta salvando. Foram feitas algumas melhorias. Nós estamos fazendo algumas melhorias. Essas medidas emergenciais estão sendo feitas”, destaca, para reforçar que a estação a ser construída é que permitirá amenizar a situação.

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