Novo governador reforça extinção das ADRs e redução de comissionados

O governador eleito de Santa Catarina, Comandante Moisés (PSL), concedeu entrevista à Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão (Acaert), da qual a Rádio Cidade é filiada. Na oportunidade, ele flou sobre a transição de governo e o que deve executar em ações nos primeiros meses de governo.

O enxugamento da máquina é um dos principais. Segundo ele, esse foi o mote de campanha e a promessa em comum de boa parte dos candidatos que concorreram ao cargo vencido por ele na eleição deste ano.

“Elas eram coincidentes, especificamente, na diminuição extrema do números de cargos comissionados e, também, na extinção das ADRs (Agências de Desenvolvimento Regionais)”, frisou ele. Esse desenho é dará, de fato, a certeza de que se fará uma reforma administrativa eficiente, assegura o agora governador eleito.

Moisés nega que haja conversas para nomes ocuparem espaços no governo. Inclusive do partido dele. Como o candidato ao Senado Lucas Esmeraldino, que, por pouco, não conseguiu uma das vagas para a casa federal.

“Para nós é tudo uma grande novidade, tudo muito novo ainda. Foi construído muito rápido esse partido. Em relação a nomes de secretário, não adiantamos”, pontua, afirmando que tem ouvido de servidores de carreira que se priorize o critério técnico.

Sobre o apoio do MDB no novo governo, o governador eleito também afirmou que não há nenhum acordo e compromisso de ocupar cargos ou vagas.

“É assim que entendemos que deve ser. O estado está se remodelando, a política está se remodelando. Está se reescrevendo não só no Brasil como em Santa Catarina e entendemos que essa renovação na política, inclusive na própria Assembleia Legislativa, ela traz, também, mudanças de comportamento. É nisso que confiamos e acreditamos|”, destaca ele.

O governador eleito elogiou a eleição de Jair Bolsonaro, do mesmo partido que ele, e espera que ele cumpra o que sempre disse em suas falas, sobre menor espaço para Brasília e maior atenção aos estados e municípios.

A ideia é focar até o final do ano na transição de governo e nas conversas com o atual governo na reforma administrativa. Eduardo Pinho Moreira (MDB), que está na cadeira até dezembro, já disse que pretende enviar à Alesc uma proposta de reforma baseada em conversa com o futuro governador.

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