Polícia Civil encerra inquérito de acidente que matou mulher na Beira Rio

A Polícia Civil encerrou o inquérito envolvendo a morte de Ana Paula Benaci, que teve o carro acertado por um container após o tombamento de um caminhão com container na avenida Bepe Roza. E toda a investigação, aliada aos laudos emitidos pelo Instituto Geral de Perícias, concluiu que o caso foi uma fatalidade do trânsito.

Desde o início das investigações, a Polícia Civil buscou junto do IGP e através de diligências fundamentar todo o trabalho. No mesmo dia, o condutor do caminhão permaneceu no local, onde foi confirmado que ele tinha habilitação para dirigir tal veículo e que ele não havia ingerido bebida alcoólica.

Na Delegacia, o motorista também atribuiu o acidente a uma fatalidade, considerando que estava abaixo da velocidade permitida para o local (60 km/h na época), mas no trecho havia bastante neblina, ambas situações confirmadas pelos peritos do IGP. Essa condição climática também impediu que câmeras que funcionam na região pudessem captar o momento do acidente.

Segundo o delegado Alex Bonfim Reis, o ponto onde o acidente aconteceu também foi fundamental para que a tragédia acontecesse, afinal não havia qualquer forma que a motorista pudesse escapar do container. Também não houve movimentação da carga influenciando o tombamento, uma vez que os policiais também confirmaram que a carga estava devidamente acondicionada, tanto que não tombou dentro do container após o acidente.

De uma maneira geral, todas as informações que foram coletadas, bem como os laudos do IGP apontam que não houve culpa do motorista, nem responsabilidade da empresa de transporte no acidente, pois ninguém consegue abrir o container para verificar a carga ou alterar algo até que se chegue ao destino final do mesmo. A missão do motorista era somente estar no horário combinado no porto de Navegantes, pegar a carga e encaminhar para a empresa de Guabiruba que esperava a chegada do produto.

Diante disso, o inquérito conclui que não há culpa de nenhuma das partes no fato, atribuindo o acidente a uma fatalidade a qual todas as pessoas que utilizam veículos estão sujeitas, e que deixa danos irreparáveis em uma família.

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