Da serenidade à troca de farpas na tribuna

Conhecidos pela serenidade e tranquilidade, os vereadores Celso Carlos Emydio da Silva (DEM) e Sebastião Lima (PSDB) protagonizaram momento de troca de farpas na sessão desta terça-feira (12) da Câmara Municipal de Brusque. O assunto em debate tratava da reforma administrativa que a Prefeitura está realizando, com contratação de uma empresas especializada no assunto, bem como abaixo assinado em andamento para redução do número de cargos comissionados no Executivo.

Lima explanava na tribuna sobre a ação de coleta de assinaturas, a partir de iniciativa do Observatório Social de Brusque. A ideia é entrar com projeto de iniciativa popular para que o Poder Executivo adote medidas de redução de cargos com indicação política, além de dar preferência para perfis técnicos.

Momento em que Celso, em aparte, contraatacou, afirmando que nenhum candidato "político" vai abrir mão de indicar seus cargos de confiança em uma estrutura de governo. Disse que o discurso de Lima era um discurso de negação da política. “Considero que vossa excelência se candidate, talvez a prefeito no próximo pleito eleitoral, e, quem se conduzido à direção maior do município resolva as coisas da forma que vossa excelência pensa”.

O vereador tucano não deixou por menos e, ao final, devolveu no mesmo tom. “Essas são as afirmaçõers das pessoas que ainda interpretam que as coisas que se faziam antigamente vai continuar sendo feito. O resultado do país que temso hoje é o resultado desse tipo de pensamento. (...) Essa mudança vai acontecer. Independente de que quem já conhece o que se fazia antigmente vá espernear", devolveu Lima.

O assunto reforma administrativa não ficou restrito apenas aos dois vereadores e o rápido embate na tribuna. José Zancanaro (PSB) acredita que possa haver um retrocesso com o trabalho que deverá ser desenvolvido em breve. Criticou o fato de a Prefeitura ter contratado uma empresa externa para isso.

“Não é uma pessoa que não vive o dia a dia, não faz parte da Prefeitura, que vai vir aqui implantar uma reforma que terá de ser cumprida pelo servidor. Precisa ser feita, mas que seja por pessoas que vivem a administração, com vivência para dar pitacos e sugestões”, disse ele.

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