Negociação foi das mais difíceis, afirmam entidades da construção civil

Empresários e empregados dos setores de construção civil e mobiliário de Brusque e região encerraram a negociação coletiva referente ao período 2018/2019. Foi a primeira após a entrada em vigor da reforma trabalhista, que passou a valer em novembro de 2017. O enxugamento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), documento que rege o acordo entre as partes e tem força de lei, foi um dos pontos destacados.

O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brusque, Guabiruba, Botuverá e Nova Trento (Sinduscon), Fernando José de Oliveira, afirma que essas mudanças tratam de direitos ou benefícios aos empregados que já são assegurados na lei maior.

“A nossa Convenção Coletiva estava ficando muito grande, extensa demais. Eram itens que já estavam garantidos na CLT e que, no nosso entendimento, não havia a necessidade de estarem repetidos na convenção”.

Presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brusque e região (Sintricomb), Izaias Otaviano confirma que o percentual de reajuste ficou abaixo do que esperava a categoria. Porém, a estratégia foi a de focar nos pisos salariais, que representam mais de 80% do que recebem os profissionais que atuam.

“Temos feito isso desde 2011. De lá para cá já conseguimos 51.25% nos pisos dos encarregados, 51.19% nos profissionais, 41.27$ no meio-oficial e 50.37% no do servente. Para ter uma noção, em 2011 o piso do servente era de R$ 680 e hoje está em R$ 1.350”, pondera ele.

A negociação deste ano obteve 2% de reajuste para quem recebe acima dos pisos da categoria, e outro valor entre 3% a 5% nos pisos.

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