Contratação de mais um servidor vira motivo de atrito

- Atualizada: 10:55 15/05

A votação de um Projeto de Resolução interna da Câmara Municipal de Brusque deu o que falar na sessão desta terça-feira (15). O documento solicitava aval para que o Legisaltivo contratasse mais um jornalista em caráter efetivo, atendendo necessidade e demanda da casa quanto à comunicação. Isso porque o vereador Marcos Deichmann (Patriotas) questionou a manutenção de outras funções comissionadas, mesmo com a nova contratação.

Na visão de Deichmann, a segunda vaga para a função de jornalista é uma necessidade, mas para manter a imagem de casa enxuta o Legislativo deveria abrir mão de de, pelo menos, uma das cinco funções de confiança existentes atualmente.

"Esse proejto não pode vir como Resolução. Até  porque se foi criado como lei, tem que ser alterado como lei. Mas a minha proposta de emenda, caso fosse Resolução, colocaria que sou a favor da criação do cargo de jornalista, mas, em contrapartida, não precisaríamos mos de cinco cargos comissionados na Câmara", disse na tribuna.

A reação foi imediata dos demais vereadores. Como Jean Pirola (PP), que disse que a casa sempre foi uma das mais enxutas do estado e a contratação de uma nova pessoa sem abrir mão das existentes não vai prejudicar.

"Não foi merito desse ou daquele, mas da história dessa casa legsilativa, de todos so presidentes que passaram à frente. Que jamais se curvaram a esse tipo de pronunciamento, que vota a favor de um projeto, pois sabe que precisa do profissional, mas quer tirar aquilo que já é pouco nesta casa para tentar defender o indefensável", soltou ele.

O presidente da Casa, Celso Carlos Emydio da Silva (DEM), que falou por último, disse que Deichmann agia contrário ao que fez quando o governo demitiu um servidor comissionado do partido dele, ainda em 2017, e foi à tribuna reclamar disso.

Apesar da polêmica que se desenhou, com manifestações de outros vereadores defendendo a não redução dos cargos comissionados, a proposta foi aprovada por maioria. O projeto autoriza a Câmara a alterar o edital de convocação do concurso público aplicado em 2013 e que preencheu uma vaga na função de jornalista da Casa. Para poder fazer a contratação de um servidor em caráter efetivo e não realizar outro concurso, o legisaltivo decidiu efetuar a mudança. Com isso, a Casa poderá chamar o melhor colcoado na sequência, conforme resultado do processo naquele ano.

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