“Aqui em Brusque, agora, está no comando gente séria”

Palavras do vice-prefeito Ari Vequi, em entrevista ao programa Rádio Revista Cidade, da Rádio Cidade. A menção é a valores que, segundo ele, a Prefeitura devolveu aos governos federal e estadual após não utilizar em obras ou ter de refazer projetos. As referidas obras são da Bulcão Viana e da recuperação da Ponte Arthur Schlosser.

De acordo com o vice-prefeito, o recurso federal foi destinado para a recuperação da ponte no Centro, afetada pela cheia do mês de junho do ano passado. Do montante destinado a Brusque, R$ 84 mil voltarão aos cofres de Brasília.

Já da Bulcão Viana foram R$ 460 mil. O motivo é que o projeto inicial teve de ser todo refeito, pois estava incompleto. Além disso, o recurso do governo do estado deveria contemplar, ainda, obra na Rua Daniel Imhof, o que não ocorreu. Assim como a construção das calçadas, outros erros foram identificados

“O contrato dizia pavimentação e drenagem. Não existia a base, nem a sub base, nem meio fio. Tivemos que fazer tudo com recurso da  Prefeitura (...) Porque queremos uma administração séria: sobrou, vai devolver. Não tem que inventar nota para o restante e coisa assim”, frisa Vequi.

Nova obra, problema igual

Problema semelhante, disse Vequi, vive a Rua Padre Antonio Eising, que liga as regiões do Azambuja e Paquetá. Parte do recurso de execução a obra de pavimentação está nos cofres da Prefeitura, mas erros no projeto também estão emperrando o início dos serviços. Já há no caixa da Prefeitura cerca de R$ 350 mil, sendo R$ 250 mil do governo do estado e R$ 105 mil do município. A obra começará nas imediações do seminário e segue até a região da AZ 020, no Paquetá.

Também consta no cronograma o recapeamento das ruas Sete de Setembro, Santos Dumont e Dorval Luz, trecho que compreende entre a Ponte Mário Olinger (bombeiros) até a Unifebe, nos bairros Santa Rita e Santa Terezinha. A obra consta no projeto do PAC Macrodrenagem Nova Brasília. “São obras que já estavam programadas e temos que executar, senão não recebe (o recurso federal)”, disse ele, afirmando que o recapeamernto da Primeiro de Maio depende do início das obras do PAC nesta região.

A obra da Rua Abraão Souza e Silva, a popular Estrada da Fazenda, no Volta Grande, deve ter andamento este mês. Há seis empresas habilitadas no processo licitatório. A expectativa é de que em janeiro ainda se de início ao processo de contratação da vencedora. O serviço terá custo de R$ 4 milhões.

Buracos de rua e asfaltamento

Outro assunto abordado por ele foi sobre a dificuldade de se pavimentar e asfaltar as vias do município. Principalmente com a recuperação de buracos causados pela ação a chuva. O motivo é a falta de recurso financeiro.

“O tapa buracos não resolve. No ano passado foi licitado 30km de asfalto. Precisaria recurso desvinculado, pois a maioria está direcionada a outras obras e o que sobra para a Prefeitura é muito pouco para investir. O que sobra do orçamento para investimento é pouco mais de 1,4%. Não tem como fazer uma obra de asfaltamento de 30 km, que custaria em torno de R$ 3 milhões”, disse.

Isso tudo por conta da folha, que está no limite de 54%, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal. Somente em salários, décimo terceiro e férias proporcionais, o município teve pagar em dezembro em torno de R$ 17 milhões. “Este ano ser amais uma vez difícil em investimentos”, frisou.

O que pesa são os diversos benefícios financeiros que os servidores recebem, disse o vice-prefeito. Algo fruto do plano de cargos e salários que a Prefeitura pretende rever em 2018. A intenção o governo em relação a salários é repassar este ano apenas o índice da inflação, que é obrigatório por lei.

“A Prefeitura, graças a Deus, terminou o ano bem, mas é a capacidade de investimento que continua no zero. Não tem dinheiro no caixa para começar obra nenhuma. Só aquelas que estão em processo de licitação”, destacou ele.

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