Adiamento do radar em Guabiruba gera debate na Câmara

Anunciado pelo prefeito Matias Kohler em entrevista ao Rádio Revista Cidade, o adiamento por tempo indeterminado da utilização do radar móvel em Guabiruba repercutiu na sessão desta terça-feira (19) da Câmara de Vereadores. Já no final da sessão, o debate entre situação e oposição se acalorou em torno do tema.

Líder da oposição, o vereador Jaime Luiz Nuss questionou a aplicação dos valores, principalmente com relação à proporção da velocidade limite, que é de 50 km/h. Citando alguns cálculos feitos por ele, o vereador afirmou que num período de um ano, três multas com velocidade acima de 50% no limite de velocidade (R$ 880,41) por dia gerariam pouco menos de R$ 1 milhão em multas.

Na tribuna, o líder de governo, Waldemiro Dalbosco questionou os cálculos de Jaime, afirmando que a oposição estaria subestimando o motorista guabirubense ao afirmar que a aplicação do radar se transformaria em uma indústria da multa. De acordo com o governista, dessa maneira todo guabirubense que se deslocasse a municípios que também utilizam a fiscalização de velocidade voltaria com várias multas.

O presidente do legislativo, Cristiano Kormann, salientou que a decisão pelo adiamento da fiscalização pelo radar móvel aconteceu devido à mudança no comportamento do motorista que circula pela cidade. Mas caso a situação volte a piorar, não está descartado o início do funcionamento do radar.

Jaime Luiz Nuss aproveitou para pedir uma revisão no limite de velocidade caso o radar possa operar no município, já que os valores da multa são aplicados pelo Código de Trânsito Brasileiro. A próxima sessão da Câmara de Guabiruba está marcada para a terça-feira (26) no horário regimental de 19h.

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