Pirola sobre Prudêncio: ′Sabíamos que era um governo interino′

Passada a euforia da eleição indireta e a troca de comando na Prefeitura de Brusque, outra expectativa começa a partir de agora no cenário político de Brusque: a composição da Câmara de vereadores e a relação entre Roberto Prudêncio Neto e Jean Pirola, que deixa o comando do Legislativo e volta à condição de vice-presidente da Casa.

Isso porque Pirola foi um dos principais, senão o principal, articulador da candidatura vitoriosa de Bóca Cunha para prefeito. Poder esse gabaritado, também, pelo fato de ter o controle da própria Câmara nas mãos em um momento decisivo.

Uma amostra do que pode vir por aí está nas declarações feitas por ambos à Rádio Cidade. Na sexta-feira (3), durante entrevista coletiva com a imprensa, Prudêncio Neto fez questão de destacar que a ação que barrou naquele momento a candidatura de Boca Cunha e Rolf Kaestner, impetrada por sua chapa na justiça, era desmontar ação capitaneada pela mesa diretora do Legislativo.

“Acredito que a Câmara, a mesa, os integrantes que assinaram, obviamente, através do presidente (Jean Pirola), inovaram. Ou seja, descumpriram a determinação da Justiça Eleitoral”, disse.

Jean Pirola afirma que a volta de Prudêncio Neto ao comando da Câmara, da qual é presidente, deve ocorrer dentro da normalidade. O convívio político, no entanto, terá de ser encarado, diz ele, numa clara afirmação de que a relação guarda ruídos.

“Sabíamos que esse era um governo de forma interina. Que nós teríamos em algum momento ou votar pela permanecia ou pela troca. E ocorreu o voto pela troca desse governo. Agora é lidar com essa situação”, pontua ele.

Roberto Pedro Prudêncio Neto reassume a presidência da Câmara automaticamente já a partir desta segunda-feira.

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