Cenário de uma tragédia

Poucos minutos após o anúncio do acidente que vitimou a jovem Caroline Benvenutti (21) na manhã da última quinta-feira, a comoção tomou conta de Brusque. Os familiares e amigos da jovem não acreditavam naquela fatalidade. A violência da colisão entre o Bora que ela dirigia e o caminhão de Wilfrid Sasse (58) espalhou detritos por toda a SC-486 (rodovia Antônio Heil).

Em depoimento exclusivo à Rádio da Informação, Sasse contou que não teve como evitar o choque. O carro de Caroline, quando se aproximou à sua frente em sentido contrário, simplesmente foi em direção ao caminhão. O veterano motorista disse que praticamente atropelou o Bora. "Eu nunca escutei um barulho tão forte", relembra.

A colisão na roda dianteira esquerda do caminhão quebrou o eixo, fazendo com que Sasse tombasse a carga de areia e brita pelo acostamento da rodovia e viesse a capotar, parando com os rodados para o alto e a cabine encravada na mata à beira da pista. Wilfrid mal acreditava que estava saindo ileso daquele drama todo.

Após conseguir se desvencilhar o cinto de segurança e sair por uma janela lateral do caminhão, Wilfrid Sasse foi amparado por outros motoristas que haviam parado para socorrer os envolvidos. Ao se aproximarem do carro de Caroline, todos logo viram que ela não havia sobrevivido.

A força do choque foi tamanha, que parte do motor do Bora foi arrancado e arremessado para fora da pista, parando distante cerca de 20 metros do veículo. Nem mesmo os socorristas do Corpo de Bombeiros acreditavam que Sasse não havia sofrido ferimentos mais graves. A cabine do caminhão ficou completamente destruída.

Centenas de pessoas participaram das últimas homenagens a Caroline Benvenutti, que teve o corpo sepultado no meio da tarde de sexta-feira (22), no cemitério do bairro Santa Terezinha.

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