Jovem morre com tiro nas costas

Uma discussão em função de uma suposta dívida de R$ 1,50 foi a justificativa inicial para o jovem Jean Claiton Gianesini (25) ser assassinado na manhã desta quarta-feira (6). De acordo com as informações apuradas momentos após o crime, Jean saiu da Delegacia Regional de Policia, na rua Pedro Werner, e se dirigiu ao estabelecimento comercial de Reinaldo Dezidério dos Santos (39). Segundo Reinaldo, a vítima se negou a pagar pela fotocópia feita e ainda teria desacatado a esposa de Reinaldo.

Os dois já estavam na frente da Delegacia quando, discutindo, Reinaldo sacou da cintura um revólver calibre 38. Ao perceber o perigo, Jean tentou correr até uma loja de placas que fica ao lado do estabelecimento de Reinaldo. Porém, o assassino foi atrás, adentrou junto com Jean no estabelecimento vizinho e disparou quatro tiros.

Uma das balas, disparada pelas costas de Jean, perfurou o pulmão direito do rapaz. Ferido mortalmente, Jean saiu da loja cambaleando em busca de ajuda e caiu rua. Ele foi atendido por socorristas do Corpo de Bombeiros, que imediatamente o levaram ao hospital de Azambuja. No entanto, Jean não resistiu aos ferimentos e morreu momentos após dar entrada na emergência.

Tão logo a Polícia Militar recebeu a primeira informação do fato, fechou as principais vias de saída do município. E não demorou muito para que Reinaldo fosse preso. O assassino estava transitando pelo bairro Batêas a bordo de um Honda Civic, quando foi abordado pelos PMs. O homem foi preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia.

Segundo o primeiro depoimento de Reinaldo na polícia, um desconhecido esteve em sua loja e lhe ofereceu a arma por R$ 200. Ainda segundo o assassino, o revólver permanece registrado em nome do "vendedor". Informações dos bastidores policiais indicam que vários Boletins de Ocorrência estão registrados contra ambos os envolvidos no crime.

As balas que estavam no revólver de Reinaldo eram do tipo "Dum-dum", nome coloquial para os projéteis de armas de fogo que possuem a capacidade de se expandir durante o impacto, aumentando assim a transferência de energia e consequentemente o "poder de parada".

No Brasil, a utilização desse tipo de munição também é permitida para forças policiais, em função do maior "poder de parada". Ou seja, é possível neutralizar o oponente com apenas um tiro.

 

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