′Se isso acontecer, vamos ter prejuízo muito grande′

A notícia de que o governo federal tem a intenção de reter cerca de 30% dos valores destinados ao chamado Sistema S para repassar à Previdência Social tem gerado críticas e descontentamentos por parte do setor empresarial em todo o país. Ações contra a medida anunciada pela presidente Dilma tem ecoado também em Santa Catarina e na região de Brusque.

Vice-presidente da regional do Vale do Rio Tijucas da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), o empresário Ingo Fischer afirma que a medida vai pôr por água abaixo as ações de formação profissional que vem sendo desenvolvidas no âmbito da indústria.

Segundo ele, a classe empresarial está bastante apreensiva com a situação. Reuniões na sede da Fiesc foram feitas e correspondências enviadas aos deputados estaduais, federais e senadores por Santa Catarina, inclusive ao próprio governador Raimundo Colombo, pedindo apoio para que isso não aconteça.

“Se isso acontecer vamos ter prejuízo muito grande aqui no estado de Santa Catarina. Há uma defasagem muito grande no nosso sistema de formação e educação e isso não é interessante nem para santa Catarina e nem o Brasil”, pontua ele.

O contraataque dos empresários á medida federal se dá por meio de números. Segundo a Fiesc, só em Santa Catarina o reflexo será o fechamento de 40 mil vagas, além da demissão de três mil e 300 trabalhadores de 50 unidades que incluem escolas e serviço médico, que terão que fechar as portas.

Em todo o país, mais de 300 escolas profissionais do Senai vão fechar as portas. Outros 735 mil alunos vão deixar de estudar no ensino básico ou na educação de jovens e adultos oferecida pelo Sesi, que vai fechar cerca de 450 unidades escolares no Brasil. As duas instituições estimam ainda que terão de demitir cerca de 30 mil trabalhadores em todo o País. O Sesi e o Senai integram o Sistema S, que ainda é composto pelo Senar, Senac, Sesc, Sescoop, Sest, Senat e Sebrae.

“Representa um retrocesso. Várias unidades irão fechar e vai haver demissão em massa. É necessário que as pessoas saibam que estão tirando dinheiro não do empresário, mas do trabalhador. É preciso sensibilizar o congresso nacional para que vote contra a proposição do governo federal”, avalia o vice-presidente da Fiesc para a região da foz do Rio Itajaí-Açu, Maurício César Pereira. 

Um movimento online foi criado pelos empresários para chamar apoi contra a medida. A Marcha Para o Futuro disponibiliza ferraentas via redes sociais para angariar seguidores.

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