Mãe e filha irão a júri popular

Maria Barbosa Quirino e Susan Mara Barbosa Quirino foram pronunciadas pelo juiz da Vara Criminal, da Infância e Juventude da Comarca de Brusque, Edemar Leopoldo Schlosser, para serem julgadas pelo Tribunal do Júri. Mãe e filha estão sendo acusadas de terem matado intencionalmente o eletricista Vilmar Cachoeira Quirino, esposo de Maria e pai de Susan, na madrugada de 8 de outubro do ano passado, com marretadas na cabeça.

Na manhã do dia 8 de outubro, o serviço reservado da Polícia Militar deteve Susan em um sítio no bairro Poço Fundo. Ela era a primeira suspeita de ter matado Vilmar, que era natural de São Lourenço do Oeste (SC) e trabalhava como eletricista da Irmãos Fischer. Naquela oportunidade, mãe e filha procuraram esconder como foi a ação que levou à morte de Vilmar.

O delegado Alonso Torres e a equipe de investigadores da Polícia Civil de Brusque levaram 58 dias para desvendar os detalhes do crime. Com o desenrolar das investigações e a juntada de documentos e laudos periciais, Alonso percebeu pontos de discordância entre as evidências e os depoimentos inicialmente prestados por Susan, Maria e outras testemunhas ouvidas no inquérito.

Em novo interrogatório feito em 5 de dezembro passado, as duas mulheres acabaram confessando como Vilmar foi executado. Segundo consta no inquérito encaminhado à Justiça, tudo começou quando o eletricista chegou em casa embriagado na noite do dia 7 de outubro de 2007. Como o relacionamento do casal não era harmonioso, Vilmar costumava sair com amigos nos finais de semana para buscar "se divertir" fora do lar.

Decidida a assustar o pai, no início da madrugada daquela segunda-feira, Susan estava no quarto com a mãe e o irmão menor, que dormia, quando disse que iria dar uma facada em Vilmar. A mãe Maria se levantou e disse à filha que cuidaria daquilo de uma vez por todas. Foi no quintal da casa, pegou uma marreta (tipo de martelo de cabo longo, para quebrar pedra) e se dirigiu ao quarto onde o marido dormia.

Determinada, a mulher golpeou a cabeça de Vilmar com várias marretadas. Para evitar que o irmão, que necessita de atenção especial, ficasse sem a companhia da mãe, Susan resolveu assumir a autoria do crime e proteger Maria para que ela permanecesse com o menino.

Os registros telefônicos daquela madrugada acabaram contribuindo para que o delegado Alonso, e sua equipe, percebessem que havia algo que não fechava nos depoimentos iniciais. Reinquirida, Maria assumiu a autoria do homicídio na presença da filha.

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