Motorista denunciado por homicídio

O inquérito policial que apura as circunstâncias do acidente de trânsito que vitimou o jovem Douglas Rescarolli no início da tarde do dia 1º de março deste ano, na rua Guilherme Stefen, foi remetido à Justiça nesta quarta-feira (30). O inquérito foi instaurado pelo então delegado João Manoel Lipinski, que durante a instrução acabou se aposentando. Coube ao delegado Alonso Torres relatar o inquérito e encaminhá-lo ao Fórum. O delegado, diante dos fatos apurados, denunciou o causador do acidente, Diego Rodrigues da Silva, por homicídio doloso.

Testemunhas ouvidas, inclusive as que presenciaram o acidente, fizeram declarações idênticas: Diego atropelou Douglas após perseguir o jovem. Mesmo depois do choque entre o carro e a moto, Diego ainda acelerou o veículo, arrastando e prensando Douglas contra o muro de uma residência. Gravemente ferido, o motociclista chegou a ser socorrido, mas morreu ao dar entrada no pronto socorro.

Durante as investigações, a polícia encontrou testemunhas que confirmaram a ocorrência de uma briga entre Douglas e Diego, momentos antes do acidente. Douglas fugiu das agressões com sua motocicleta, que foi perseguida e alcançada por Diego no bairro Steffen. O delegado Alonso diz que Diego só alcançou Douglas com seu automóvel Vectra, porque este colidiu levemente em um carro estacionado e se desequilibrou, caindo ao solo.

Uma das peças do inquérito é o resultado do teste de alcoolemia, feito pela PM, e que constatou a embriagues do motorista. Ao denunciar Diego por homicídio doloso, o delegado Alonso Torres disse que o fato está comprovado, não restando qualquer dúvida. Para Alonso, Diego assumiu o risco de produzir o efeito, ou seja, a morte de Douglas.

O delegado explica que no depoimento à polícia, Diego disse não ter conseguido parar a tempo de evitar a colisão, enquanto todas as testemunhas disseram que ele acelerou ainda mais o carro, arrastando a moto e a vítima até bater contra o muro.

O inquérito agora vai para as mãos da Promotoria, a quem caberá analisar e denunciar, ou não, o acusado para a Justiça tendo como base os fatos apresentados pela Polícia Civil. Se o entendimento for o mesmo, Diego pode ser levado a julgamento pelo Tribunal do Júri Popular. Caso seja considerado culpado, a pena prevista é de 6 à 20 anos de reclusão.   

 

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