OAB aciona policia para investigar escritório de advocacia

O presidente da Subseção de Brusque da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcelus Dadan, registrou dia 10 de abril um boletim de ocorrência na Delegacia de Policia Civil onde apresenta denúncia contra uma suposta empresa de advocacia instalada em um edifício comercial na rua Hercílio Luz, Centro de Brusque. O serviço de advocacia aliciava pessoas para autorizarem a revisão de valores referentes aos planos econômicos Bresser e Verão.

 

Todas as pessoas que tiveram saldo em conta poupança nos períodos de janeiro/fevereiro de 1989, abril/maio/junho de 1990 e fevereiro/março de 1991, têm até janeiro de 2009 para acionar a Justiça solicitando o pagamento da diferença da correção monetária aplicada às cadernetas de poupança e outras aplicações financeiras.

 

No boletim de ocorrência, o presidente da OAB/Brusque acusa o advogado de prestar serviço sem estar legalmente estabelecido na Comarca, não atendendo a obrigações da Ordem dos Advogados. Diante das reclamações de clientes que foram atendidos pelo serviço da empresa acusada, o presidente da Ordem decidiu solicitar que a Policia Civil investigue o caso. O caso já está sendo apurado pelo delegado Alonso Torres.

 

Em entrevista à Rádio Cidade, o delegado confirmou que na primeira incursão que a polícia fez na empresa, vários documentos foram apreendidos. Inclusive uma lista com nomes de pessoas que são correntistas de bancos. A policia não encontrou o alvará de funcionamento do escritório. De posse dos documentos, o delegado Alonso encaminhou uma carta precatória para a comarca de Chapecó endereçada ao advogado Alcemir de Oliveira, responsável pelo escritório, que será interrogado pela polícia.

 

O delegado Alonso afirmou ainda que não tem informação de como a lista com nomes de pessoas e as informações bancarias chegaram à empresa, o que aparentemente caracterizaria uma possível quebra de sigilo bancário. A polícia quer saber como a tal lista e os números das contas bancárias chegaram à empresa acusada.

 

Os acusados, de posse das contas bancárias, entravam em contato com as pessoas relacionadas na lista e induziam o futuro cliente a assinar um contrato para que o escritório realizasse a revisão dos benefícios. O inquérito policial vai levantar se houve desvio de valores nos casos onde as correções foram concedidas pela Justiça. Após a denuncia da OAB à policia, o escritório deixou de prestar o serviço e fechou as portas

 

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