Festa para Santa Paulina

Católicos e devotos de todas as regiões estarão neste domingo (13), na cidade de Nova Trento, para participar da festa em homenagem a Santa Paulina. A missa solene das 10 horas será presidida pelo Arcebispo de Florianópolis, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, e poderá ter a presença do Governador Luiz Henrique da Silveira. Este ano as Irmãzinhas da Imaculada Conceição lembram os 66 anos de falecimento de Amábile Lúcia Visintainer, a primeira Santa brasileira.

A Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição confirmou que haverá missas às 8 horas, 10 horas, 14 horas e 16 horas. Uma homenagem especial será prestada à Santa paulina após a missa das 10 horas, no pátio frente ao Santuário.

Em 16 de dezembro de 1865, nascia na cidade de Vígolo Vattaro, Trento, norte da Itália, uma menina de família simples. Ela recebeu o nome de Amábile Lúcia Visintainer. Foi a segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer. A família imigrou para o Brasil quando Amábile tinha 9 anos de idade, no ano de 1875, estabelecendo-se diretamente na localidade de Vígolo, em Nova Trento.

Com o falecimento de sua mãe em 1887, Amábile cuidou da família até o pai contrair novo casamento. Desde pequena ajudava na Paróquia de Nova Trento, especificamente na Capela de Vígolo, como paroquiana engajada na vida pastoral e social. Com um grupo de jovens ajudou na compra da imagem de Nossa Senhora de Lourdes, que é conservada na gruta do Santuário.

Desde muito nova dedicou-se a trabalhos como meeira, cozinheira, lavadeira e florista, dedicando-se a fazer farinha de mandioca, melado e farinha de milho, trabalhando na atafona. Como artesã distinguiu-se também no cultivo do bicho-da-seda e na confecção das roupas para a Igreja, chegando a ganhar troféus no Brasil, na França e nos Estados Unidos.

Era durante esse trabalho que Amábile cultivava a vida de oração com sua co-irmã Virgínia Rosa Nicolodi. Já naquela época ela falava de sua vocação de ser Irmã para servir a Deus. E em 12 de julho de 1890, ela iniciou com Virginia a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, cuidando de Lúcia Angela Viviani, que era portadora de câncer já em fase terminal, num casebre doado por Beniamino Gallotti. Após a morte da enferma, em 1891, juntou-se a ela a segunda companheira, Teresa Anna Maule.

Em 1894 o trio fundacional da Congregação transferiu-se para a cidade de Nova Trento, onde receberam em doação o terreno e a casa de madeira dos benfeitores João Valle e Francisco Sgrott. Em 1903, a agora Madre Paulina foi eleita, pelas irmãs da congregação, como superiora geral. Nesse mesmo ano, deixou Nova Trento para cuidar dos ex-escravos idosos e crianças órfãs, no Ipiranga (SP).

Em 1909 a Congregação cresce nos estados de Santa Catarina e de São Paulo, e as Irmãs assumem a missão evangelizadora na educação, na catequese, no cuidado às pessoas idosas, doentes e crianças órfãs. Nesse mesmo ano, Madre Paulina é deposta do cargo de Superiora Geral pela autoridade eclesiástica e enviada para Bragança Paulista a fim de cuidar de asilados.

Madre Paulina do Coração Agonizante de Jesus morre aos 77 anos, na Casa Geral (São Paulo), no dia 9 de julho de 1942. Passados 23 anos de sua partida, o processo de sua canonização inicia em 3 de setembro de 1965. Após outros 26 anos, uma celebração histórica presidida pelo Papa João Paulo II, em Florianópolis, beatificou Madre Paulina. Era o dia 18 de outubro de 1991.

A culminância desse processo dá-se com a Canonização no dia 19 de maio de 2002, em Roma. Canonização é uma sentença definitiva e oficial da santidade de Madre Paulina, heroína da vida cristã, que está incluída na lista (cânone ) das santas e santos da Igreja Católica.

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