Mais de 73% quer separação do Sul

No apagar das luzes de 2014, uma pesquisa encomendada pelo Grupo de Estudos Sul Livre (Gesul) aponta que 73,32% da população das unidades federativas sulistas apoiam a ideia de separação, contra apenas 17,44% que não são favoráveis. O levantamento ouviu exatos 19.652 entrevistados, em 48 municípios com mais de 100 mil habitantes.

A pergunta feita a todos os entrevistados foi: se o governo brasileiro permitisse um plebiscito para separar a região Sul, seu voto seria? As respostas eram fechadas em três opções: a favor, contra ou ainda, caso o entrevistado não tivesse opinião formada, indeciso. Os resultados finais saíram no último dia 19 de dezembro.

De acordo com Celso Deucher, integrante brusquense do movimento O Sul é Meu País e também um dos seus idealizadores, o objetivo da pesquisa, feita pelo 14º ano consecutivo, é monitorar o separatismo na região. Além do estudo feito pelo Gesul, ele citou as enquetes feitas pelo site da Rádio Cidade, que mostram um crescimento do sentimento separatista com o passar dos anos.

Além das causas históricas, uma delas a não devolução da arrecadação proveniente de impostos pagos por habitantes do Sul, por parte da União, em benefício do povo, o aumentar da porcentagem a favor da separação, de acordo com Deucher, especificamente em 2014, teve a ver com o resultado das eleições presidenciais, contrário ao desejo da maioria da população da região. “Em algumas cidades como Brusque essa dicotomia entre um e outro partido acabou influenciando muita gente que antes nem pensava no assunto a pensar que isso seja realmente o caminho que os três estados devam seguir, já que a nossa visão de futuro é diferente da visão que os demais estados têm”, ressalta.

Por motivos óbvios, se depender do Brasil, a discussão acerca de uma possível secessão dificilmente será feita. Para tanto, o movimento O Sul é Meu País possui metas à curto e longo prazo para o ano de 2015, que está apenas começando. À curto, é fixá-lo em todas as cidades dos três estados, ainda no período. O movimento já existe em cerca de 800 municípios. A grande meta, porém, é buscar ações que possibilitem a realização de um plebiscito. “Este ano vamos começar a coleta de assinaturas e vamos ter uma data concreta de quando será feito o plebiscito. Nós vamos seguir o exemplo da Catalunha. Com a nossa própria força, para mostrar que aqui tem um povo que quer fervorosamente se separar”.

Tal consulta popular não teria validade legal, mas serviria como instrumento de pressão para que fosse fomentada a discussão por parte do estado brasileiro. Para mais informações acerca do movimento O Sul é Meu País podem ser obtidas com o próprio Celso, através do número 47 91382929.

Publicado por Lana Martins

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