Hospital tem mais dívidas agora, diz padre

A mitra arquidiocesana voltou à administração do Hospital de Azambuja desde o dia 1º de janeiro de 2014, e segundo o diretor administrativo, padre Nélio Roberto Schwanke, teve uma transição tranquila. Depois de sete meses de intervenção do Hospital, pela Prefeitura Municipal de Brusque, o padre diz que, mesmo chegando agora, já foi possível ver que o Hospital está com mais dívidas do que havia antes. “Parece-me que está em torno de R$ 2,5 milhões de reais”.

O problema que gerou a intervenção da administração municipal foi a intenção da direção do Hospital parar com o funcionamento do atendimento público, e de acordo com Schwanke, o Hospital é uma instituição privada, é um prestador de serviços. “Ele recebe pelos serviços que presta e por contrato, como temos com a Unimed, seguro Bradesco, e assim por diante”.

No dia 27 de dezembro, a Prefeitura anunciou uma negociação entre as partes para o repasse de recursos, conforme o Padre, as negociações estão próximas ao que estava sendo pleiteado no início do ano de 2013. “Prefeito acho que entendeu que não é possível tocar o Hospital com o dinheiro que nós tínhamos, ou pelo menos, prestar o atendimento pelo SUS”, afirma. O atendimento do Sistema Único de Saúde, no Hospital, continua sendo realizado. “Todos que chegaram para ser atendidos aqui, foram atendidos”.

Agora, dando tempo ao tempo, a mitra não fará nenhuma mudança, por enquanto. “Eu estou chegando, eu não vou botar os pés pelas mãos, simplesmente mandar embora por mandar, tem que ver o que o funcionário faz, se é necessário, isso tem que dar tempo ao tempo”.

Ao finalizar, o Padre Nélio deixou uma mensagem, já que o Hospital é existente na cidade 113 anos. “Foi com muito sacrifício, com doação, com voluntários. Então, quando a Prefeitura interveio no Hospital, dizendo que ‘aqui tem saúde’ é uma afronta, quando a Prefeitura, muito pouco, se incomodou com a saúde, até então. Prefeitura dá férias, quem cuida da saúde? É o Hospital de Azambuja. Estamos ai, tentando cuidar do doente, cumprindo a missão que a Igreja cobra de nós”, destaca.

Prefeito responde

O prefeito Municipal de Brusque, Paulo Eccel, diz que foi com muita disposição que a administração municipal assumiu o Hospital. “Se não fosse isso, o Hospital teria fechado. Nós estamos fechando o balanço de 2013, e quando tivermos todas as informações contábeis, nós podemos fazer a prestação de contas para a comunidade, para a comunidade perceber a importância de uma gestão moderna e inovadora”.

Segundo Eccel, olhando os números anteriores da intervenção é possível notar que a instituição sobrevive graças ao recurso que a Prefeitura repassa e também ao que o SUS repassa, parte do Governo Municipal e Federal. “Parece-me que tem um pouco de transtorno nas palavras do Padre Nélio, bastante desamor. A gente tem que começar o ano com muito amor no coração, entusiasmo e alegria”.

Paulo espera que a mitra tenha aprendido e, de fato, ouça a voz da população, e que continua com a gestão moderna e inovadora. “Pesquisas todas mostraram para quem quisesse ver, toda a população queria uma manutenção neste estilo de gestão. Essa harmonia entre a Prefeitura e o Hospital precisa continuar”.
Conforme o prefeito, não há nenhum jogo político, por parte da Prefeitura.

LDO

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