Tem preso, e preso...

Uma suíte, com TV. Refeições vindas de casa. Serviço de secretaria. Aparelho celular. Visitas à vontade. E muitas gargalhadas! Esse era o quadro flagrado na manhã de sábado (10) no pátio do quartel da polícia Militar de Brusque, onde está preso o advogado Paulo César Portalette, acusado de crime eleitoral.
A visita mais significativa daquele dia foi a do prefeito Ciro Marcial Roza, que chegou ao quartel acompanhado de mais três pessoas. Lá, Portalette estava acompanhado de uma moça que fazia o serviço de secretaria, promovendo e recebendo ligações a todo instante.
O ambiente de fraternidade e descontração não condiz com a condição de Portalette, que responde à acusação de indução de pessoas a se inscreverem no Cartório Eleitoral da Comarca e de obter, para uso próprio ou de outrem, documento público ou particular, material ou ideologicamente falso para fins eleitorais.
Também durante todo o sábado (10), sem obedecer a qualquer critério de horário para visitas, o movimento de familiares e amigos foi intenso. O entra-e-sai de pessoal civil no quartel vem incomodando os policiais militares.
Em contato no início da noite de domingo (11) com o advogado Alessandro Simas, a reportagem da Rádio Cidade soube que a defesa de Portalette estará indo para Florianópolis na manhã de segunda-feira (12). A idéia de Simas é se reunir com o advogado Rui Espíndola - especialista em questões eleitorais, para estruturar o pedido de Habeas Corpus a ser impetrado no Tribunal Regional Eleitoral (TER-SC).
Simas explicou que o prazo normal para julgamento de um Habeas Corpus é de 30 dias após o protocolo. Com isso, o documento conterá em seu bojo o pedido de uma liminar para que seja antecipada a liberdade de Portalette. Simas alegará que seu cliente, além de ter compromissos profissionais, tem os demais requisitos para que seja liberado da prisão (residência fixa, profissão definida e não oferece risco à sociedade).
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