Comodidade e oportunidade de negócios na rede

Que o Facebook é uma rede social que cresce a cada dia não é mais novidade. Já são mais de 67 milhões de usuários somente no Brasil. Muitas pessoas que não tinham nenhuma habilidade com a área da informática resolveram aprender depois que ele se tornou popular no país. Mas, por qual objetivo? De início, era para encontrar velhos amigos e manter contatos com parentes. Mas, hoje, essa ferramenta expandiu e os interesses vão muito além disso: virou meio de divulgação de produtos e serviços, tanto da parte de empresas e estabelecimentos, quanto de quem consome o que eles oferecem.

Doloana Gattis de Mello é nova nisso. Entrou na rede social este ano e com objetivo de facilitar a comunicação com parentes que moram no exterior. Mas descobriu ali a possibilidade de conhecer muitas empresas e participar de promoções sem mesmo sair de casa.“Assim como toda mulher, eu busco por roupas, acessórios e sapatos femininos. Acho importante, porque acabamos conhecendo coisas novas. Às vezes, no mercado, não temos essa disponibilidade de entrar de loja em loja, então a rede social ajuda bastante nesse sentido. Descobri muitas pousadas e lojas que oferecem a possibilidade de se comprar pela internet”.

Daiane Vicentini é outra adepta a este novo estilo. Por conta de um problema de saúde, ela não trabalha há algum tempo e a internet se tornou um grande passatempo. Ela conversa com amigos antigos da escola e está sempre antenada nas promoções. Daiane já ganhou, inclusive, alguns brindes através da rede social. “Cada vez que entro numa página que tem promoção procuro curtir e compartilhar para ter chance. Funciona bem, porque eles expõem os produtos e chamam mais público. Expande e muita gente vê”.

Liane Demarche gosta de acompanhar as promoções de livros e CDs. Ela acredita que o crescimento das empresas, com avanço no uso de meios como o Facebook, facilita a vida dos clientes. A falta de tempo das pessoas para ir aos shoppings e lojas fez com que os estabelecimentos buscassem meios de se fazer presentes na vida delas. Uma destas formas, acredita Liane, é através da rede. “Como eu trabalho até às 17 horas num bairro longe do Centro, não tenho tempo de sair para comprar. Prefiro comprar por essas lojas, porque fica bem mais fácil. Acho que facilita, mas tem que ficar atento porque tem muita gente que se aproveita disso. Eu compro onde sei que a loja existe”.

Para elas, a ferramenta fez com que barreiras fossem quebradas. Se antes a tradição te levava sempre ao mesmo lugar, com o advento das tecnologias e das redes sociais, no caso o Facebook, isso ganhou outra dimensão. “Às vezes, a gente tem o hábito de comprar sempre no mesmo lugar e quando percebe já está pagando mais caro, está perdendo oportunidade de promoções, de estar conhecendo um produto novo e de qualidade que as vezes a gente não tem aqui na nossa cidade”, destaca Doloana.

“Acho que agora estou mais nas promoções. Antigamente ia no que era de costume. Ás vezes vamos em lugares que nunca pensamos em ir. Acabamos indo porque vimos no Facebook. Ajuda a conhecer novos lugares”, concorda Daiane.

Segundo o professor e publicitário Gabriel Leite, pós-graduado em marketing digital, são 96 milhões de usuários conectados à internet no Brasil. Cerca de 70% dos brasileiros compram na internet e 81% procuram as mídias sociais para saber de novos produtos. “As empresas estão engatinhando ainda no Brasil, mas numa crescente e isso a gente enxerga com otimismo. As empresas estão procurando se especializar cada vez mais nessa comunicação. Algumas estão mais à frente que outras na profissionalização deste trabalho. Mas é claro que, ainda hoje, existe um amadorismo na utilização dessa plataforma. É um caminho sem volta, é uma nova forma de comunicação do ser humano. É uma plataforma de expressão”, destaca.

Gabriel afirma que para ser bem engajado na rede, a empresa precisa, acima de tudo, conhecer melhor com quem está se comunicando. Outra forma de ter bons resultados é ter o conteúdo rei, ou seja, conteúdo único, exclusivo e personalizado. Outra dica seria procurar uma empresa especializada no ramo. “Porque, afinal de contas, vai estar falando pela sua marca. O investimento, seja você pequeno ou grande marca ele é fundamental na comunicação com o consumidor, estreitar laços”.

Hoje já se vê grandes e pequenas empresas utilizando a rede social para divulgação. A FIP é um exemplo em Brusque. No Facebook há dois anos e meio, a página do centro comercial já possui mais de 80 mil acessos. De acordo com Camila Dias, gerente de marketing, além de querer ser reconhecida nacionalmente, a FIP utiliza o Facebook para atar os laços com os clientes quem chegam de fora do estado para comprar no atacado.“O nosso Facebook possui bastante informação, mostrando o que tem nas lojas, peças de roupas e novidades. Sempre fazendo link do que é moda. A gente recebe retorno por parte das balconistas, que os clientes vieram e compraram uma peça que viram no Facebook. As lojas entram em contato e perguntam se divulgamos alguma coisa da loja delas, porque tem alguém ali querendo comprar. A gente acaba resolvendo bastante problemas por ali também. Uma comunicação muito mais ágil e prática. ”, afirma.

O Facebook tem sido utilizado como ferramenta de divulgação por entidades, empresas e estabelecimentos comerciais de todos os tipos. Eles vão desde lojas de roupas, calçados, floriculturas, restaurantes, pizzarias, etc. Uma infinidade de opções que têm por objetivo facilitar a vida do cliente. É o que faz a loja A Gata Comeu, que fica no centro comercial Stop Shop. Jeferson Cardoso, responsável pela atualização do perfil, destaca que a ideia da página é de levar ao público e clientes o que o estabelecimento oferece, principalmente em termos de novidade.

Para o professor Gabriel, esse é um caminho sem volta. Quem não fizer parte, já está sendo passado para trás. A internet veio somar junto aos outros meios de fazer propaganda. “Vemos um momento de revolução global mesmo: que a internet cresceu, não só como plataforma de divulgação, mas de expressão do ser humano. Então, cada vez mais as mídias estarão conectadas, integradas. A internet não vem para substituir e, sim, somar, para tornar uma única mídia, a mídia de comunicação global integrada”, finaliza.

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