As dificuldades do autismo

Para lembrar a passagem do Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado nesta terça-feira (2), a Rádio Cidade recebeu no programa Rádio Revista Cidade a mãe de uma criança que possui a síndrome. Gisele Zambiazzi compartilhou com os ouvintes sua experiência e destaca que até descobrir que o filho tinha autismo, foi uma longa caminhada.

Ela diz que o menino apresentava comportamento fora do padrão e isso despertou uma curiosidade, devido ao desenvolvimento dele, que se mostrava diferente das outras crianças. “Ele não fazia amigos. No caso do meu filho, ele fazia as tarefas e trabalhos. Sempre teve as melhores notas na sala de aula. É um ótimo aluno, mas a questão social era zero”, conta ela.

Gisele diz que a dificuldade de relacionamento da criança é,  até hoje, outra dificuldade enfrentada. Além desta, estão o incômodo pelo barulho, agitação, luz, cheiro e com sabores. “Meu filho tem uma alimentação muito restrita. A gente tem que fazer um trabalho de dessensibilização, porque texturas, cores, aromas, tudo é difícil para eles trabalharem isso”.

Ela conta que desenvolvimento escolar, os professores ficavam nervosos por que ele não fazia amigos e as atividades eram um tormento. Na hora do recreio, ele se isolava. “Trabalhamos isso nele, os movimentos repetitivos, o costume de ficar andando de um lado para o outro.  Se ele acha uma parede, vai ficar de um extremo a outro, vai de uma ponta até a outra.Tudo tem que ser dentro de um padrão, dentro de uma regra e de uma rotina”, revela a mãe.

Para a mãe, a sociedade não está preparada para lidar com o autismo.  “Professores desinformados, não estou falando, especificamente, de Brusque. Estou falando do Brasil inteiro. A rede pública é completamente despreparada para lidar com essas crianças e esses jovens. Normalmente, essas crianças são vistas como problemas na escola, os agressivos, os mal educados, os esquisitos e costumam ser esquecidos nas escolas. Têm casos que recusam matrículas e uma série de atrocidades que venho acompanhando desde que tive o diagnóstico do meu filho”, conta Gisele.

Ainda segundo ela, o grande mal é a falta de informação e de profissionais para lidar com o problema. Em seu caso, ela teve contato  com pessoas capacitadas na própria escola em que seu filho estuda, na rede municipal.

Para ela, a informação é a única orientação, o único meio. “Recebi isso como um alívio e um manual de instrução. O altista precisa de uma linguagem objetiva. A gente transforma o dia a dia dessa criança em uma terapia”.

A mãe orienta as pessoas que não podem pagar uma tratamento com profissionais a ir na internet pesquisar, procurar, ou, até mesmo, saber de outras famílias e pais que tenham casos parecidos. Outra forma é  ir em uma biblioteca.

A neuropediatra Cristina Maria Pozzi, que atua há 20 anos a área, destaca que os primeiros sinais podem aparecer antes dos três anos de idade, com o atraso de linguagem. Uma criança que tem a tendência a se isolar, a brincar de maneira diferente, evita o contato visual é uma criança muito agitada.

Ela fala que, muitas vezes, a criança age, espertamente. “O autismo tem crianças que não falam, que você reconhece facilmente. A idade do inicio da fala é dois e três anos. Se isso não acontecer, tem que existir uma investigação. Se, caso a criança escuta normalmente, o autismo é uma possiblilidade”, explica ela.

A médica observa que, nessa idade, a linguagem é o principal fator e outras questão comportamentais ficam mais fortes. Caso for uma criança que não brinca com outras crianças, e, se brinca, arruma encrenca ou, até mesmo, se é uma criança muito agitada e, às vezes, tem dificuldade para se enturmar, que sempre quer o mesmo tipo de alimento.”, complementa a médica.

Colaboração: Alain Rezini

 

 

 

 

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