70 ataques, 28 presos e seis apreendidos

Já são 28 pessoas presas e oito adolescentes apreendidos desde o início dos ataques criminosos em 30 de janeiro. Entre a noite de quinta-feira (7) e a manhã desta sexta-feira (8)  foram registrados quatro ocorrências relacionadas a esses eventos. Os números constam de relatório organizado pela diretoria de informação e inteligência da SSP e divulgado na manhã de hoje. No total, são 83 ocorrências, sendo 70 confirmados e 13 tentativas, atendidas em 27 cidades. O documento informa ainda que são 41 ônibus incendiados, 23 veículos particulares e três viaturas.

Os ataques resultaram na morte de uma pessoa em confronto com a polícia e em ferimentos em outras duas, sendo um dos feridos uma vítima que estava dentro de um ônibus que foi incendiado na Capital. A polícia também já apreendeu 600 quilos de dinamite, além de artefatos explosivos e munição, mais dois quilos de drogas e cinco litros de combustível em garrafas pet.

As forças policiais mantêm o estado de alerta em todo o estado. Desde o início dos ataques o governo do estado, através da secretaria da Segurança Pública (SSP) criou um gabinete de crise com integração dos órgãos de inteligência das polícias e do sistema prisional. Também foi organizado um grupo especial de análise e acompanhamento das ações de facções criminosas, composto pelos órgãos de inteligência e representantes do Ministério Público (Gaeco). O judiciário também foi convidado e deverá designar um juiz participante.

As polícias Civil e Militar deflagraram operações preventivas em várias regiões do estado, reunindo os efetivos das escalas de folga e mobilizando as unidades táticas especializadas (BOPE, Choque, COPE, Canil, Cavalaria, Batalhão Rodoviário, Batalhão Ambiental, Batalhão de Aviação e Saer).

A SSP ativou a SALA DE SITUAÇÃO ESTADUAL, em Florianópolis, que está operando 24 horas como centro de comando e controle, com monitoramento e acompanhamento em tempo real de todas as ocorrências registradas. As linhas de transporte urbano, em itinerários de risco, recebem escolta da Polícia Militar.

A Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) está presidindo as investigações criminais e concentrando a instrução do inquérito policial instaurado para apurar os episódios ligados a facções criminosas em Santa Catarina.


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