Delegado Alonso: da prova vem a certeza

O delegado de polícia Alonso Torres encaminhou para o a Justiça o inquérito que apurou a trajetória criminosa, em Brusque, de Oséias Vargas (24), Edson Junir Casaril (21) e Rodrigo Soares da Silva (16). Os três bandidos morreram na troca de tiros com policiais militares em setembro do ano passado, na cidade de Gaspar, após um assalto e de uma intensa perseguição pela rodovia Ivo Silveira. No inquérito presidido pelo delegado Alonso, fica clara a participação do trio em pelo menos quatro assaltos. Na madrugada do dia 16 de junho, o jovem Rafael, filho de Elpidio João Grignani Cruz, que reside no bairro Guarani, foi feito refém em uma festa e levado pelo trio até a residência da família, onde todos foram rendidos, amarrados e amordaçados. Na noite do dia 20 de julho, também no Guarani, o trio agiu com a mesma frieza ao entrar na casa de Paulo Roberto Ferreira. Armados, repetiram a ação deixando um rastro de terror. Em 27 de agosto, a vítima foi a família de Sérgio Fischer, na rua São Pedro. A ação derradeira foi o assalto à Panificadora Trainotti, no Stefen. O delegado Alonso Torres diz que todas as vítimas foram ouvidas e que todos reconheceram detalhes importantes dos três assaltantes. Eles sempre agiam da mesma forma. Usavam rádio para comunicação, toucas ninja de lã e levavam sempre o mesmo tipo de equipamentos das casas das vítimas. Um deles, em todos os assaltos, protegia a ponta dos dedos com fita isolante para não deixar impressões digitais. Na noite da morte dos assaltantes, um deles tinha os dedos das mãos protegidos com fita isolante. Depois do primeiro assalto em Brusque, a Polícia Civil passou a monitorar os passos da quadrilha com a escuta de um telefone celular levado da casa de Paulo Roberto Ferreira. O aparelho, assim como outros objetos tomados nos assaltos, foi encontrado na casa dos assaltantes. O delegado Alonso Torres explica que o empenho no esclarecimento dos assaltos, mesmo depois do desfecho com a morte dos três autores, serve para acalmar a sociedade e principalmente as vítimas, muitas delas ainda traumatizadas. Todos agora têm certeza que eles não voltarão a atacar.  Alonso Torres explica que nenhum crime pode ficar sem investigação. É um dever da polícia para com a sociedade. Ele sabe que o inquérito será arquivado no poder judiciário, mas conclui: “são quatro crimes esclarecidos e sem nenhuma dúvida”.
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