Ser diferente é normal

A Semana Nacional do Excepcional, comemorada de 21 a 28 de agosto, tem como objetivo principal reforçar a ideia da inclusão social. A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Brusque, foi a segunda unidade do Brasil e a primeira do Estado de Santa Catarina a ser fundada. Mantenedora de três unidades de serviços (Clínica Uni Duni Tê, Centro de Convivência Rute de Sá e Instituto de Educação Santa Inês), a Apae é composta por mais de 60 funcionários, entre professores e demais colaboradores. Atende atualmente mais de 280 alunos e desenvolve esse trabalho há 56 anos.

A Clínica Uni Duni Tê trabalha com prevenção, acompanhamento e intervenção no desenvolvimento infantil, com crianças de 0 a 3 anos e 11 meses. De acordo com a coordenadora da clínica, Valdete Batisti Archer, que trabalha há 20 anos na instituição, os trabalhos são feitos com crianças excepcionais, ou não. "O olhar é para o desenvolvimento. Não interessa se a criança tem deficiência, ou não. O ritmo e as características do desenvolvimento são particulares de cada um", destacou .

De acordo com Maria Carolina Diegoli Hildebrand, coordenadora do Instituto Santa Inês e do Centro de Convivência Rute de Sá, a partir dos 4 anos, as crianças que possuem necessidades especiais passam a frequentar o Instituto Santa Inês, que trabalha até a fase adulta. Já o Centro de Convivência Rute de Sá cuida dos que possuem mais de 21 anos, até a terceira idade, e que possuem uma dependência maior.

Nesses dois núcleos educacionais, é preparada uma programação de acordo com a necessidade de cada aluno. Além do atendimento pedagógico, existe uma equipe multidisciplinar composta por fisioterapeuta, fonoaudióloga, assistente social, psicopedagoga, terapeuta ocupacional, neurologista e psicólogo.

Raquel Hoffmann, orientadora pedagógica do Santa Inês e que trabalha há 20 anos com a entidade, afirmou que são levantadas as especificidades e particularidades de cada aluno, traçando um perfil de trabalho para que eles possam se desenvolver globalmente. "Isso é necessário para o desenvolvimento deles. Visamos autonomia e independência, vendo o aluno como ser completo", enalteceu.

Para Maria Carolina, a Semana Nacional do Excepcional é um momento de conscientização. "Todo o trabalho que a gente tenta fazer, não só nessa semana, mas principalmente nela, é de conscientização da comunidade com relação aos nossos alunos, mostrando as condições de desenvolvimento de atividades e capacidades. Tentando incluí-los cada vez mais na comunidade", enfatizou.

Apesar de o aumento dessa inclusão social ser gradual, para Maria Carolina a integração e inclusão vêm crescendo cada vez mais.  "O nosso papel é buscar isso o tempo todo. Levamos eles ao mercado, à lojas... buscamos que eles participem de eventos e festas da cidade", explicou.

Lá na instituição, eles ainda exercem algumas atividades como equoterapia, dança, academia, bocha adaptada para usuários de cadeira de rodas, informática, atividades de horta e artesanais.

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