Há 151 anos era fundada a Colônia Itajaí-Brusque

A imigração alemã para Santa Catarina começou em 1º de março de 1829, com a  instalação da Colônia de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, na estrada que se abria para Lajes. Só duas décadas depois é que começou o grande fluxo de imigrantes alemães para as demais regiões do Estado, com a colonização do Médio Vale do Rio Itajaí-açu e terras a noroeste do Estado, próximas ao porto de São Francisco do Sul, que compunham o dote da Princesa Dona Francisca, casada com o Príncipe de Joinville.

Da iniciativa privada de Hermann Blumenau, surgiu a Colônia Blumenau no Médio Itajaí-açu, em 1850. Em seguida foram fundadas as colônias de Dona Francisca (1851), Itajaí-Brusque (1860) e Ibirama (1899).

Resgate histórico

Há exatos 151 anos, em 4 de agosto de 1860, 55 alemães liderados pelo barão austríaco - a serviço da Casa Imperial brasileira - Maximilian von Schneéburg instalaram a colônia Itajahy, transmudada hoje na Brusque de cada um de nós.

Os colonizadores chegaram em pequenas embarcações. A viagem da barra do Itajaí Mirim até a sede da colônia Itajahy (Brusque) levou cinco dias. Os colonos foram provisoriamente instalados num engenho de farinha pertencente a Pedro José Werner e localizado nas proximidades da atual praça Vicente Só.

A principal motivação para os alemães abandonarem a Alemanha e virem a ocupar a região, foi a política colonizadora do governo imperial brasileiro, que se fazia sentir na Europa através das companhias de colonização e dos agentes de emigração. Para povoar os inúmeros vales e valatas da província de Santa Catarina e outras, o governo brasileiro oferecia, a quem emigrasse do norte da Europa para as colônias: hospedagem e alimentação no porto de desembarque e assistência médica, transporte gratuito do porto de desembarque até a colônia, venda de lotes a preços bastante acessíveis, casa provisória no lote adquirido, fornecimento de ferramentas e sementes agrícolas, abertura de estradas e caminhos rurais, além de outras promessas. Também favoreceu a vinda dos alemães, a instabilidade política e econômica em que se encontravam os estados germânicos e, mesmo, a Europa na segunda metade do século XIX.

Neste 4 de agosto, refletimos sobre a formação do tecido social multiétnico, integrado também por ingleses (1867), poloneses - que em agosto de 1969,  na região de Brusque, iniciaram sua vinda para o Brasil, italianos (1875), lusos e outras etnias. Orgulha-nos sermos o berço da fiação e do futebol catarinense, a gênese dos Jogos Abertos, do voto eletrônico e da mais antiga Sociedade de Atiradores, o Schützenverein, em funcionamento no Brasil.

Apesar das muitas dificuldades, a disposição para a construção de um novo lar, na nova terra, alicerçada em valores comunitários e cristãos, impulsionou os pioneiros a transmudarem a geografia social e econômica, não só no Vale, mas refletindo até na transformação da província e do império. Preocupado com a hegemonia alemã na região, o império implementou uma colônia ianque na região, a colônia Príncipe Dom Pedro, em 1867. Após desilusões e conflitos, os imigrantes de língua inglesa abandonam a região e ocorre a unificação administrativa das colônias que viriam a formar a Freguesia de São Luiz. Cerca de 10 mil imigrantes italianos são introduzidos a partir de 1875, dentre os quais uma menina hoje conhecida por Santa Paulina. Mantendo a denominação São Luiz Gonzaga, é criado o Município em 1881. A denominação Brusque foi adotada em 17 de janeiro de 1890, homenagem póstuma ao conselheiro imperial e presidente da Província no período da instalação da Colônia, Francisco de Araújo Brusque. Os tecelões, chegados a partir de 1889, da Polônia, contribuem decisivamente para a instalação da indústria têxtil em Brusque, em 1892. Com a publicação do Brusquer Zeitung, a região passa a ter seu jornal a partir de 1º de janeiro de 1912. Estamos, portanto, no limiar do centenário da imprensa brusquense.  No ano seguinte, a energia elétrica e a fundação do Sport Club Brusquense.

A tomada de Brusque, a 13 de outubro de 1930, por tropas da Aliança Revolucionária Liberal, representou a ruptura do poder político, que antes se concentrava nos coronéis Krieger e Renaux. Com a "política de nacionalização" do Estado Novo, implementada em Santa Catarina pelo interventor Nereu Ramos, prisões arbitrárias e destruição da literatura e outros marcos culturais dos imigrantes e descendentes. No centenário de fundação, Brusque cria os Jogos Abertos. No início do século II de Brusque, a indústria metal mecânica emerge e gradativamente vai assumindo maior relevância econômica. Após a traumática enchente de 1984, a cidade vivencia um novo ciclo, verdadeira revolução econômica, com a instalação de centenas de confecções e milhares de postos de pronta entrega. Após 151 anos, a comunidade rende gratidão aos que colonizaram e desenvolveram nosso Vale.

Paulo Vendelino Kons

Arquivo fotográfico: semebrusque

Dúvidas ou Sugestões

Fogo destrói residência de madeira no bairro Zantão

O Corpo de Bombeiros de Brusque foi acionado por volta das 19h45 deste sábado (28) para atender uma ocorrência de incêndio em uma residência de madeira, localizada na rua Monsenhor Valentim Loch, bairro Zantão. O fogo destruiu todo o imóvel. Os bombeiros trabalharam principalmente para impedir que o fogo se alastrasse para outras residências próximas. Duas unidades de combate foram empenhadas na ocorrência que destruiu toda a casa de...
Continuar lendo...

Ladrão rouba Audi de 400 mil em oficina de concessionária

Um acontecimento, que podia ser enredo de um filme policial, ocorreu por volta das 17h da quarta-feira, dia 9, no bairro Estreito em Florianópolis. Um homem de 35 anos, natural de Minas Gerais, aproveitou o descuido dos funcionários da oficina em uma concessionária de veículos importados e roubou um Audi Q7 zero km avaliado em 400 mil reais. O bandido, em seguida, fugiu em direção norte da BR 101. Durante a fuga, ele ainda instalou uma placa no Audi...
Continuar lendo...

“Deixa a rua intransitável”, conta morador de Guabiruba

Moradores da Rua José Antônio Fischer, Bairro Imigrantes, em Guabiruba, já cansados da mesma cena presenciada em dias de chuva, reclamaram sobre a lama que atinge às residências na localidade. Segundo o morador Adilso Batistel, há pelo menos dois anos foi liberada uma instalação de área de encosta para aumentar a extensão da rua. Segundo ele, que mora na via há nove anos, a cada chuva que ocorre, a lama toma conta de...
Continuar lendo...