Voto de oposicionista dá vitória ao governo

Apesar de ter maioria no Legislativo brusquense, a oposição foi derrotada no embate com o governo para votar um empréstimo de R$ 10 milhões junto ao Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O valor será destinado à implantação do Programa de Modernização da Administração Tributária (PMAT). O voto de Vilmar Bunn (PDT), que pertence à base oposicionista, deu vantagem ao Executivo, que teve a proposta aprovada.

Uma discussão que se estendeu por mais de uma hora e meia, após a leitura do parecer favorável, assinado pelo próprio Bunn. Presidente da comissão de fiscalização financeira da Câmara. Ademir Braz de Sousa (PMDB) defendeu o projeto e disse que a aprovação iria permitir que a prefeitura seguisse o mesmo caminho de outras cidades que implantaram a melhoria.

"Se formos comparar a outras prefeituras de mesmo porte, em nível estadual, vamos constatar que estamos atrasados. (...) Se algum servidor quiser buscar seu tempo de serviço (...) e fazer uma comparação para ver se está correto e buscar nos arquivos vai encontrar um museu".

O vereador Eduardo Hoffmann (PDT) disse que votaria contra por considerar o empréstimo desnecessário diante de, segundo ele, outras prioridades que o município tem. "Prioridades que temos na cidade: saúde, educação, barreiras atrás de casa. Isso são prioridades. Isso é o que a população clama. (...) São vários pontos aí que nos deixam temerosos".

Jones Bósio (DEM) criticou o empréstimo, apresentando um carnê de IPTU e uma cobrança que teria sido enviada a um morador em nome da prefeitura. "Já aprovamos muitos empréstimos. E não sei se tem capacidade de endividamento para mais R$ 10 milhões".

O líder do governo, Valmir Coelho Ludvig (PT) listou o que seriam os benefícios da implantação do PMAT. "O PMAT organiza a prefeitura, moderniza a prefeitura, é menos burocracia, é mais economia. É só fazer um histórico onde foi aprovado nas outras prefeituras para saber. Tem que ser dito que está se pegando empréstimo se está pagando empréstimo do governo passado. Está se passando dificuldade para pagar" alfinetou.

Roberto Pedro Prudêncio Neto (PDT) disse que o projeto já havia sido reprovado em outra ocasião. Chamou o governo de "arrecadador" ao tentar aprovar o PMAT. "Não está contente com aumento do IPTU e ainda quer arrecadar mais, tem muito interesse em jogo. Está me deixando com a pulga atrás da orelha".

Já Alessandro Simas (PR) rebateu Eduardo Hoffman sobre a prioridade do valor, que poderia ser utilizado na retirada de barreiras atrás das casas. Disse que a linha de crédito liberada pelo BRDE tem a finalidade de modernizar a máquina pública. "O senhor Renato Vianna (presidente do BRDE) quando veio aqui deixou bem claro que a linha de crédito é para esse fim. (...) Não era a possibilidade disso para retirar barreiras" frisou.

Apesar dos discursos incisivos da oposição em reprovar a proposta, ela foi aprovada com cinco votos contra quatro, com voto de Vilmar Bunn em favor do governo.

O PMAT é um programa de financiamento do BRDE para liberação de recursos destinados à modernização tecnológica do serviço público. No caso, as prefeituras. Os valores podem ser aplicados na implantação de sistema de informática, treinamento de pessoal e aquisição de equipamentos e veículos.

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