Detentos depredam cela na Delegacia de Polícia

“Mais um capítulo negro da história do sistema carcerário de Brusque”. Com essa frase o delegado de Polícia Civil João Manoel Lipinski resumiu a precária situação das celas da Delegacia após os detentos destruírem o vaso sanitário de uma delas durante o último final de semana. Como o local ficou sem condições para abrigar detentos, todos os cinco presos que permanecem detidos ocupam uma única cela, ultrapassando o limite máximo previsto. Com isso, a delegacia não pode receber mais presos. Durante uma vistoria de rotina realizada na manhã desta segunda-feira (26), foram encontradas uma faca de cozinha e uma correspondência que deu a conotação de uma possível intenção de fuga de um dos presos. Na carta, o detento pede para que a namorada encontre alguém que possa libertá-lo, oferecendo uma recompensa. Na entrevista coletiva cedida na tarde desta segunda-feira, Lipiski comentou que há 10 dias vem tentando, através de ofícios enviados à Justiça, ao Delegado Regional e ao DEAP (Departamento de Administração Prisional), a remoção dos presos para que a delegacia de Brusque possa cumprir mais mandados de prisão. O delegado classificou a falta de atenção do DEAP como “pura incompetência e falta de vontade daquele órgão”. Caso o Departamento Prisional não resolva a situação em menos de 24 horas, Lipinski garantiu que vai novamente irá levar os presos até Florianópolis, como forma de protesto. A delegacia de Brusque solicita mensalmente de 10 a 15 vagas no Presídio Regional de Tijucas. Nem sempre os pedidos são aceitos e a lotação das celas em Brusque permanece crítica.
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